segunda-feira, 21 de agosto de 2017


CRÍTICA - DAMPYR

Título: Maxi Dampyr 9
Episódios: 1 - O Testamento; 2 - O Monstro do Billabong; e 3 - No País dos Homens Azuis
Histórias e Roteiros: Diego Cajelli (Episódio 1); Francesco Mateuzzi (Episódio 2); e Giulio Antônio Gualtieri/Stefano Marsiglia  (Episódio 3)
Desenhos: Marco Santucci (Episódio 1); Andrea Del Campo (Episódio 2); e Fabrizio Russo (Episódio 3)
Capa: Enea Riboldi
Letrista: Alessandra Belletti

Editora: Bonelli, 07-2017, 288 páginas

Já há alguns dias está nas bancas, o último número do Maxi Dampyr, o nono da coleção, que promete calafrios em pleno verão, por trás de três viagens em localidades exclusivas: Cornualha, Austrália e Norte da África.

O Testamento: Dean Berrymore, escoltado por Harlan, viaja para a Cornualha, para a leitura do testamento do milionário Sir Willian Hamilton. Dean o encontrou somente uma vez, quando foi convidado para jantar com outros dois experts em ocultismo, que pediu um modo para contactar o falecido Sir Duncan, entre a hostilidade de parentes presentes. Tudo iniciou-se em 1911, quando Sir Duncan encontrou uma enorme estátua do demônio sumério Imdugud. Desde então, Duncan ofereceu muitos sacrifícios humanos a Imdugdud, obtendo favores e riqueza. Os herdeiros do sexo masculino tiveram que levar a diante a tradição, mas Willian não quis saber, apesar da família ter outra opinião. Caberá a Harlan e Dean, candidatos à vítimas de sacrifício em potencial, procurar quebrar a maldição.
A história de Cajelli desfruta do tema sempre envolvente da dinastia inglesa em ruína, com sua carga de mistérios e maldições. A atmosfera é magnificamente feita por Santucci, que nos dá outra mostra de sua excepcionalidade. Sobre fundos ricos e detalhados, o desenhista nos proporciona personagens de grande expressividade, conseguindo expressra as nuances mais sutis, igual um diretor que dirige atores de carne e osso.
O Monstro do Billabong: Harlan e Kurjak, estão em Darwin, no território australiano do norte. Lá os aborígenes sussuram que o buniyp, um monstro vampiro similar a Kagyr Khan, deixou o billabong (pântano salgado) e matou um empresário e seu capataz para proteger seu território e a tribo aborígene local. Os nossos conseguem obter o apoio do pequeno Elea e da polícia local, mas o agente Jarrah Namatjira não está de todo feliz. A sua namorada Echo, de fato, tem uma profunda ligação com o buniyp, que ela instiga contra aqueles que julga serem inimigos da tribo.
A história de Mateuzzi é uma aventura exótica com elementos de crítica ao sistema capitalista, representada com os desenhos eficazes de Del Campo.

No País dos Homens Azuis: Arno Lotsari do Medical Team foi raptado pelos "homens azuis", um grupo de tuareg rebeldes em luta contra os ocupantes de uma mina de urânia no altiplano de Djado, Níger. Pecado que o proprietário da mina seja um Mestre da Noite, Amanar, que está formando um exército de não-mortos. Harlan, Tesla e Kurjak, estão na pista de Rajit, o guia que traiu Arno e, consequentemente conseguem encontrar o acampamento tuareg no deserto. Entre as ruínas de Djaba, os homens azuis estão enfrentando os não-mortos de Amanar. Harlan e seus amigos se unem à batalha e liberam Arno, para depois aliarem-se com os tuareg contra o inimigo comum. 
Esta aventura de Gualtieri e Marsiglia é rica em ação, com batalhas, traições e alianças estratégicas. Os desenhos de Fabrizio Russo são preciosos e muito dinâmicos, em particular as cenas de luta e naqueles em que vemos Tesla protagonista.


Crítica publicada originariamente no blog: www.ilcatafalco.blogspot.it

sábado, 19 de agosto de 2017


CRÍTICA - DAMPYR

Título: Maxi Dampyr 8
Episódios: 1 - Caça a Raposa; 2 - Vale da Escuridão; e 3 - A Klan Vampira
Histórias e Roteiros: Claudio Falco (Episódio 1); Luiggi Mignacco (Episódio 2); e Nicola Venanzetti (Episódio 3)
Desenhos: Arturo Lozzi (Episódio 1); Andrea Del Campo (Episódio 2); e Daniele Statella (Episódio 3)
Capa: Enea Riboldi
Letrista: Omar Tuis 
Páginas: 292 
Editora: Bonelli, 08-2016, 288 páginas

Como todo ano, julho é o mês do Maxi Dampyr, publicação que se propõe presentear os leitores com alguns calafrios sob a sombrinha de praia (ou em cidades quentes para os menos sortudos). Antes de falar do último número, retomaremos a conversa interrompida com o Maxi 8, Três, como tradição, as histórias apresentadas.

Caça a Raposa: Na Bórnia Hezergovina, o famigerado oficial Dragan Krasic, conhecido como "a Raposa", retomou com um pequeno grupo a sua brutal operação de limpeza étnica. Foi por causa do "fogo amigo" de Krasic,durante a guerra na ex-Iugoslávia, em que a mulher e o filho de Kurjak morreram. Junto com Harlan e Tesla, Emil parte para Bojisov para reencontrá-lo. Infelizmente também Lord Marsden está procurando manter contato com "a Raposa", para propor-lhe um acordo para reabrir uma fábrica da Temsek, na região. Quando conseguem encontrar Krasic, os nossos também enfrentam os não-mortos do Mestre da Noite.
Neste episódio Kurjak deve enfrentar ainda a dor de suas perdas. Rever os lugares aonde viveu com sua família lhe faz mal, e ainda para agravar as coisas, ele tem visões da mulher e do filho. Ao final, Emil consegue obter sua vingança, mas é uma vingança amarga, porque não pode fazer nenhum voltar atrás. Kurjak, de qualquer maneira, sente que assim fechou as contas com o passado. Uma história amarga, esta de Claudio Falco, intensa e emocionante, e bem longe de qualquer tom consolador que muitas vezes se faz presente nos quadrinhos. Notáveis os desenhos, precisos e detalhados, de Lozzi, capazes de dar um forte impacto dramático às cenas cruciais, com belíssimo jogo de sombras e uma escolha feliz das enquadraturas.
Vale da Escuridão: À procura de uma potencial zona escura, Harlan parte para o baixo Piemonte, para interrogar o mestre Mario D´Andrea. Em 1944, no vilarejo de Rovi, base da resistência, se verificou a traição do marechal Aurélio Esposito, morto pelo "Bando dos Bovari". Fala-se que a vila, agora abandonada, seja maldita. E de fato, entre os seus becos, tem suas visões e descobrido o esconderijo de um grupo de fanáticos assassinos, inspirados na aura maligna do local, cujo objetivo é encontrar uma água de ouro do império otomano.
Este episódio, um pouco mais detalhado, incide mais sobre a atmosfera da vila abandonada, com os seus becos desertos e os ângulos escuros, à feição de Del Campo.

A Klan Vampira: Em Ouachita County, no Arkansas, em 1864, a companhia sulista guiada pelo Capitão Willis foi exterminada por um batalhão nortista. O Capitão foi salvo pelo Mestre da Noite Konrad, proprietário de uma plantação, que transformou Willis em um de seus não-mortos. Hoje o açogueiro Floyd Hawkings e seu Jonnhy, aliados de Konrad, são abordados pelos homens de Foreman, contratados pela Cohen Oil para vencer a resistência de Hawkings para entregar suas terras. Para resolver o encontro, surge um grupo de encapuzados da Klux Ku Klan,que se revelam os vampiros de Konrad. Harlan e Kurjak chegam a Ouachita County e se encontram com Konrad e seus não-mortos, na reinvocação de uma batalha histórica. 
Um dos pontos fortes de Dampyr é a variedade de temas, tons e ambientações. Neste terceiro episódio, nada a dizer, uma drástica mudança de atmosfera que permite uma leitura variada. Se trata de uma clássica e agradável história de aventura, com um que das batalhas de Guerra Civil Americana, onde Harlan demonstra todo o seu valor de combatente que nunca desiste. Statella demonstra explendidamente cenas do passado e do presente, com grande cuidado nas expressões dos personagens. Memoráveis algumas faces assustadas ou sofridas, e, sobretudo o tributo ao grande Lemmy dos Motorhead, cuja face foi emprestada ao personagem do Capitão Wllis, com um pouco mais de cabelo.



Crítica publicada originariamente no blog: www.ilcatafalco.blospot.it

quinta-feira, 17 de agosto de 2017


Crítica: Dampyr #209 - O Detetive do Pesadelo

Escrita por Orzo Nimai


"- Avante Dylan! É o momento de usar a pistola!... Harlan preparou para você as balas antivampiro.
- OK, mas... Eu nunca carrego uma pistola...
- Tesla e Dylan Dog"


DOIS HERÓIS SIMILARES MAS DIFERENTES

Harlan Draka chega a indagar sobre o pesadelo dos Mestres da Noite junto ao nosso Dylan Dog de Craven Road neste novo crossover assinado pela Sergio Bonelli Editore. A série Dampyr se funde com Dylan Dog em duas edições que completam a história sob duas respectivas séries, escolha acertada, que junta duas séries cuja base é o horror, balanceando o suspense e ação dos exterminadores de vampiros com a profundidade e o romantismo dylaniano.

Nos textos os responsáveis pelas duas séries: Roberto Recchioni, auxiliado por Giulio Antonio Gualtieri, para Dylan Dog, e Mauro Boselli para Dampyr, em uma combinação de diferentes gerações que conseguem escrever sem perder a marca de cada, que em certos momentos, deixam isso bem claro.

Nos pincéis, Daniele Bigliardo para Dylan, Bruno Brindisi para Harlan, que fizeram diferentes escolhas para os tons, as sombras e os claro-escuros. A história de Dylan se passa em ambientes internos, é carregada de tons cinzas, quase uma fuligem que circunda os personagens, ao contrário, a história de Dampyr, em que os espaços abertos dominam a cena, é mais clara.

SANGUE DE DAMPYR

Iniciada no número 371 de Dylan Dog, a trama do crossover prossegue em Dampyr 209 e vê nosso trio de caçadores de vampiros passar por boas para freiar o Mestre Lodbrok e eliminá-lo de uma vez por todas, depois de tê-lo deixado partir após a intervenção do bom Dylan Dog, que prometeu isso à vampira Lagertha. Os apaixonados pelas séries de TV já entenderam, nessas breves dicas da trama, que há citações à cultura nórdica e a uma conhecida série sobre vickings não faltará para encantar seus paladares. Como é tradição nas histórias dampyrianas, o folclore, os mitos e as lendas do território "hospedante" ganham vida e destaque relevante na história.

Os protagonistas pela mão de Boselli, voltam a sua caracterização tradicional, um pouco mais sérios do que a escolha de Recchioni, que nos presenteou com um Dampyr fisicamente desenvolto, enquanto que o Draka de Boselli é sempre duro, mas, loquaz e heróico.

A história desta edição segue o cânone dampyresco sem nenhum algo a mais e nenhum golpe de cena, manteve-se como uma leitura normal para os fãs da série se não fosse pela introdução do Detetive do Pesadelo.

CORAÇÃO DO DETETIVE
Interessante a relação que surge entre os dois mundos. Harlan e seus amigos são fortes, sem medo, habituados em ir pra a guerra a golpes de navalha e tiros de kalashnikov, enquanto Dylan é corajoso, mas com suas fraquezas, mais tido às reflexões e ao compromisso, clemente também com os vilões de momento e apaixonado pelas mulheres, capaz de criar empatia mesmo com as vampiras.

Os dois caráteres se confundem na história. Enquanto no número de Dylan Dog era Harlan o elemento desestabilizante, o matador implacável, nesta edição é o Senhor Dog que troca o carregador, fazendo as coisas andarem de modo diferente. Uma escolha calculada dos autores provavelmente, uma operação que faz soprar um pouco de ar neste calor infernal, um encontro que os leitores Bonelli não podem perder.

Uma nota especial vai para o espetacular Groucho, que em ambas às histórias é uma pérola reluzente na escuridão. Magistral o momento em que o Mestre da Noite tenta ler a mente dele. Não percam.


Crítica publicada originariamente no site: www.c4comic.it  

terça-feira, 15 de agosto de 2017


CRÍTICA

Série: Dampyr 209
Episódio: O Detetive do Pesadelo
Textos: Mauro Boselli
Desenhos: Bruno Brindisi
Capa: Enea Riboldi
Letrista: Riccardo Riboldi
Páginas: 96 
Editora: Bonelli, 08-2017



Nas bancas já há alguns dias, a segunda e última parte do crossover entre Dampyr e o Detetive do Pesadelo, iniciado no número 371 de Dylan Dog. Também essa edição conta com duas capas diferentes que, unidas, formam uma ilustração mais grande.

Harlan, Dylan e seus pards se encontram em Eilian Ron, uma das ilhas que formam as Hébridas Escocesas, na pista do Mestre da Noite Lodbrok. Em uma visão, Harlan descobre que Lodbrok foi derrotado pelo Dampyr do passado durante um encontro passado em Paris, em 1845, que participou guiando os vickings, salvando-se graças à ação de Lagertha.
Tesla e Dylan, vagando pela ilha, vêem aparecer entre as ondas um navio vicking e são atacados por não mortos. Para socorrê-los, chega bem na hora Groucho que joga a pistola para seu chefe, em seguida para Harlan e Kurjak. Depois do encontro, Malcolm e seu filho mudo Gilroy, dois moradores do local chamados a ajudar, não se assombram mais ao verem os corpos carbonizados dos vampiros: na ilha, já se viu isso no passado. Além disso, a mãe de Gilroy é uma selkie, uma criatura do mar, que foi embora depois do nascimento do filho.
A procura do esconderijo do Mestre, guiados por Gilroy, os nossos partem para encontrar a gruta de Fionnghall. Ao atravessar um pântano são atacados por Lodbrok, que se monstra em seu aspecto real, um terrível dragão. O vampiro consegue "capturar" a vontade de Tesla e a ordena matar Kurjak, que está mergulhado no pântano. Enquanto isso, Dylan e Gilroy, acreditando-se abrigados em uma gruta, acabam tendo que enfrentar uma não-morta que se mostra com a face de Lagertha. Pouco depois chega na costa um outro navio de vampiros vickings, desta vez, guiados por Tesla. As coisas parecem se encaminharem para o pior, até que aparece a mãe de Gilroy, que secretamente, sempre teve o filho sob seus olhos. Ao final Dylan consegue confrontar-se com Lodbrok, compreendendo de ter nele um inimigo comum, Lord Marsden. Mas o Detetive do Pesadelo deverá decidir se manterá a promessa feita a Lagertha, aliando-se ao Mestre e condenando, assim, os seus amigos.
Neste episódio, descobriremos alguma coisa sobre o passado de Lodbrok, que se revela mais complexo que o clássico "vilão". O mesmo Dylan não sabe como agir contra ele, em parte pelas verdadeiras finalidades do Mestre, mas sobretudo pela estreita ligação que criou com a não-morta Lagertha.
A história, de qualquer forma, se desenvolve principalmente por causa da ação e da interação entre os protagonistas das duas séries, oferecendo um episódio agradável, de alegria contagiante, atmosfera de festa, como merece o encontro entre dois grandes heróis dos quadrinhos. Boselli, do seu canto, parece divertir-se muito com o personagem Groucho, que está sempre em evidência (por exemplo, falando de Lodbrok: "Se ainda não degustou meu sangue é porque nosso sangue se parece..."). Mas talvez se divirta ainda mais quando faz a gozação de um contra o outro Dylan e Harlan: O Detetive se lamenta pelos cigarros fumados por Harlan, que da sua parte, não perde a chance de zoar a vontade do outro de argumentar diante de um inimigo antes de matá-lo. Em uma última análise dos dois heróis, por terem o caráter diferente e também uma visão diferente do mundo, ainda assim, são motivados pelos mesmos objetivos e interesses.
Para misturar ainda mais, não somente os personagens, mas os mesmos tons das duas séries: em Dampyr há a abordagem do geo-histórico-folclórico, enquanto que em Dylan Dog com o seu "diferente" torna a leitura agradabilíssima. Formou-se então uma parceria muito bem sucedida, que prenuncia que poderá acontecer novamente. Uma parceria que se repetida, poderá nos presentear com outras horas de ótimo entretenimento e fará bem aos quadrinhos italianos.
Causa efeito também ver Bruno Brindisi, veterano em Dylan Dog, em ação em Dampyr, dando ainda mais destaque a esse crossover, fazendo como sempre um Dylan "histórico". Belos os seus desenhos, espetaculares as cenas de batalha e dos monstros, com um show no flashback inicial.


Crítica publicada originariamente no blog: www.ilcatafalco.blogspot.it

domingo, 13 de agosto de 2017


FELIZ DIA DOS PAIS!
Pais e filhos às vezes têm a relação conturbada. Com nosso herói não é diferente, mas eles estão se acertando!
Feliz Dia dos Pais para todos os pais, especialmente para o meu!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017


VANESSA BELARDO!
A nova desenhista de Dampyr, dá redação nos mostra mais uma página da história de Claudio Falco. 
 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017



Crítica: Dylan Dog 371 - Chega o Dampyr

Dylan Dog cruza seu caminho com aquele de Harlan Draka, o Dampyr, em uma Londres tomada de terror pelas mortais criaturas às ordens de Lodbrok, o Mestre da Noite. Nesse meio tempo, John Gost torna a tecer sua escura e inominável trama às costas do inquilino de Craven Road, primeira parte de uma longa história que continuará, encontrando seu epílogo, nas páginas de Dampyr nº 209, intitulado "O Detetive do Pesadelo".


CHEGA O DAMPYR

A terminologia, a grosso modo, tem mais importância do conteúdo que representa. Em alguns casos, se discute tanto sobre os significados das palavras que se perde a direção. Crossover, foi mudada - no âmbito dos quadrinhos - a perfeita representação de uma categoria de histórias em que dois personagens (geralmente ambos publicados pela mesma editora) se encontram entre às páginas, antes em uma série e depois na outra, Simples assim, não tão estranho como muitos entendem.

Na realidade, todo este movimento contestatório sobre a correta definição de um termo é supérfluo, sobretudo quando nos encontramos a ler uma história como "Chega o Dampyr", em que Dylan Dog e Harlan Draka (o Dampyr) - se encontram pela primeira vez. O anúncio deste evento já tinha sido feito há alguns anos, e no curso do tempo, tentou-se imaginar como seria a fórmula utilizada pelos autores para fazer da melhor forma o encontro entre dois mundos notadamente diferente entre eles. 

Romântico? Não. Intimista? Não. Em uma história com vampiros e caçadores, poderia prevalecer somente a ação. Aquela a meia estrada entre Blade, Buffy e James Bond, como diz também Dylan no meio da história.

Desde às primeiras páginas de "Chega o Dampyr", se tem a sensação de que subiu numa moto, e de ter partido a toda velocidade, em direção a meta. Não há tempo de refletir, ou, ainda o leitor de se sentir confortável, e não ter consciência do que está prestes a enfrentar, exatamente como convém a Dylan.

Nos textos desta primeira parte do crossover, encontramos o responsável por Dylan Dog, Roberto Recchioni em dupla com Giulio Antonio Gualtieri que representa a ponte entre o Detetive do Pesadelo e Dampyr.


AÇÃO 

O ritmo da primeira parte é exatamente o que trouxe sangue novo a Dylan nos últimos anos. Não há espaço para introduções chatas. Tudo deve ser sempre novo, e, Roberto Recchioni se confirma um ótimo autor quando há necessidade de idealizar histórias não convencionais. Voltando no tempo, da sua estréia nas páginas de Dylan Dog, antes de ser o responsável, são rarissimos os momentos que segue o escrito nas histórias do Detetive do Pesadelo.

Tudo muito dinâmico, veloz, com escolhas narrativas que fazem encaixar cada peça. O resultado é uma primeira parte da história que flui extremamente bem, graças às enquadraturas que fazem parecer um filme.

Há um grande revés, obviamente, pois os autores têm a necessidade de contarem como aconteceu a situação que permitiu o encontro dos dois heróis da Editora Bonelli. A aproximação, troca as atmosferas do mundo de Dampyr, e encontramos páginas com as odiadas explicações. Estamos de frente a uma edição que começa bem e se transforma numa história entediante? Absolutamente não, Recchioni e Gualtieri criaram uma edição que para a maior parte é ambientada internamente (casa de Dylan), com diálogos longos e com ação. 

A primeira coisa boa em "Chega o Dampyr" é Groucho, que fez algumas das suas, que nos fazem rir, e consegue alegrar toda a referência histórica sobre Dampyr e seus parceiros. Os universos de Dylan e Harlan Draka, se mesclam com sangue e projéteis, eles encontram o equilíbrio e a direção. Há espaço para todos: da Rania e Carpenter até John Ghost, que - mais uma vez - demonstra ser um grande marionetista, e - pessoalmente - um grandíssimo personagem cujo potencial ainda é pouco explorado.

Onde nos levará esta primeira parte da história? Descobriremos em Dampyr 209, intitulado "O Detetive do Pesadelo", escrito por Mauro Boselli e desenhado pela coluna dylandogana, Bruno Brindisi. Nas bancas a partir de 4 de agosto.


OS DESENHOS DE BIGLIARDO


"Chega o Dampyr" é uma história bem calibrada, seja no tocante aos textos, mas sobretudo no tocante aos desenhos de Bigliardo. Já na sua última aparição sobre as página de Dylan Dog, "A Serviço do Caos", o desenhista pertencente a Escola Salernitana (Brindisi, Siniscalchi, De Angelis, etc) demonstrou ter embarcado numa direção a respeito da linha clara, privada de sombra, mas plena de detalhes, que tinha caracterizado toda sua produção precedente. As páginas relizadas, da primeira à última, são densas de atmosfera escura, de olhares que parecem perfurar as páginas e transmitem melancolia.

A trama? Na sua simplicidade, na sua canônica composição quando se fala de vampiros, é bem estruturada e consegue unir não somente os protagonistas das duas séries, mas também, todo o aparato narrativo e atorial que os circula, tornando-a menos óbvia e menos enjoativa.

Dampyr e Dylan, um encontro tão esperado, e, ao final, muito gratificante. Ah! A capa dupla, realizada por Gigi Cavenago, promete. Espetacular é redundante.

Luigi Formola


Crítica publicada originariamente no site: www.c4comic.it 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017


PENSATIVO!
Harlan foi chamado por T-Rex, seu amigo mercenário, a Socchi, na Rússia. E lhe mostrou a famosa corrente com plaqueta de identificação de um marine americano. Detalhe: o soldado da plaqueta, lutou na Guerra do Vietnam e é irmão de um senador americano, para quem T-Rex está trabalhando no momento. Ao ter contato com Livro do Tempo Perdido (aventura anterior), Dampyr viu a morte de Kurjak, justamente por esse soldado, transformado em um não-morto, pelo Mestre da Noite Tziao Min. Harlan está pensativo na sacada do quarto do hotel, que nem percebe a chegada de Tesla... que o acha "muito pensativo". Eles estão prestes a entrar na floresta para achar esse não-morto! Como ele fará para que Kurjak não morra? 
Dampyr 190 - A Sombra de Tziao Min - História de Claudio Falco com desenhos de Silvia Califano.

sábado, 5 de agosto de 2017


CRÍTICA

Série: Dylan Dog 371
Episódios: Chega o Dampyr
Textos: Roberto Recchioni, Giulio Antonio Gualtieri
Desenhos: Daniele Bigliardo
Capa: Gigi Cavenago
Letrista: Cristina Bozzi 
Páginas: 96

Editora: Bonelli, 08-2017



Há alguns dias começou o tão esperado crossover entre o Detetive do Pesadelo e Dampyr,  que inicia-se em Dylan Dog 371, para concluir-se no próximo Dampyr, nas bancas em 3 de agosto. Para o deleite dos colecionadores, as edições são publicadas com duas capas diferentes que, unidas uma a outra, formam uma grande ilustração.
Numa discoteca em companhia pouco interessante. Dylan é abordado por uma bela moça de longas tranças. Depois de um papo com ela, essa começa beijá-lo, no exato momento em que aparece no local Harlan Draka. Dampyr de fato, está seguindo Lagertha - esse é o nome da moça - que se revela uma não morta perseguida pelo Mestre da Noite Lodbrok. Pouco depois, um grupo de não-mortos transforma o local num inferno, mas Harlan consegue enfrentá-los sem maiores problemas. Lagertha, porém, consegue escapar. Dylan a encontra em casa, a ponto de fazer de Groucho "um lanchinho", mas ela o convence que está ali para pedir sua ajuda. E assim, quando surgem Harlan, Kurjak e Tesla, o Detetive do Pesadelo se coloca entre eles para protegê-la.
Depois de um início com "o pé esquerdo", Dylan e Harlan entendem que estão do mesmo lado e decidem se ajudar. As intenções de Lagertha, são verdadeiras. O seu Mestre Lodbrok é um pirata e saqueador, e, há séculos singra os mares com seus não-mortos vikings, da qual Lagertha faz parte. Mas agora Lodbrok, apoiado pelo famigerado e potente John Ghost, está empenhado numa empreitada sem futuro: vingar-se do seu odiado inimigo Marsden, que lhe roubou um carregamento de armas. Lagertha sabe que Lord Marsden é mais forte, e quer salvar seu Mestre, evitando o encontro entre os dois.

O Mundo de Dylan Dog e o de Dampyr, como sabem os apaixonados pelos quadrinhos da Editora Bonelli, são a grosso modo os mesmo, e muitas vezes também as temáticas e gêneros (mas, como explica Recchioni na nota introdutiva, diversos são os modos em que as duas séries e os respectivos protagonistas enfrentam o horror). Inevitável, então, que antes ou depois de Harlan e Dylan se encontrariam. Apesar da grande expectativa criada quando foi anunciado esse lançamento, ver os dois personagens juntos na mesma página é emocionante. A história demonstra a diferença de "aproximação" entre o Detetive do Pesadelo e o Caçador de vampiros: este é decidido, duro, implacável com os inimigos, enquanto Dylan é aberto às mais diversas possibilidades, ao ponto de defender um Mestre da Noite. Da outra parte, no mundo das criaturas da noite, Dylan é considerado "um caçador de monstros de bom coração" e Lagertha o considera quase "um deles".
A história, em suma dedica muito espaço para a relação entre os personagens e tem alguns trechos de ação, e, acaba deixando provavelmente um "algo a mais" para segunda parte da história.
Os desenhos de Bigliardo criam à perfeição a atmosfera nevoenta de Londres, com um amplo uso do cinza. Particular às faces dos vampiros, parecidas com morcegos.


Crítica publicada originariamente no blog: www.ilcatafalco.blogspot.com







quinta-feira, 3 de agosto de 2017


Hoje nas bancas italianas: Dampyr 209



Dampyr e Dylan Dog unidos contra o Mestre da Noite Lodbrok!


O DETETIVE DO PESADELO
Argumento: Mauro Boselli

História: Mauro Boselli
Desenhos: Bruno Brindisi
Capas: Enea Riboldi

Lodbrok, Mestre da Noite e secular inimigo de Lord Marsden, escondeu armas de destruição em massa que pode colocar em perigo a Grâ-Bretanha! Somente Harlan Draka, o Dampyr e Dylan Dog, o Detetive do Pesadelo sabem aonde encontrá-las. Mas Dylan prometeu a sua amada Lagertha de falar com o Mestre da Noite antes de tentar matá-lo. Harlan não é da mesma opinião. Vai sair faíscas entre os dois, nas remotas Ilhas Hébridas ao largo da Escócia, mas eles vão se encontrar na companhia de Groucho, Kurjak, Tesla, horrendo dragões, vikings não-mortos e outras criaturas sobrenaturais...

 

Matéria publicada originariamente no site: www.sergiobonellieditore.it

terça-feira, 1 de agosto de 2017


NA TERRA DO CINEMA E DA FAMA!
Na pista de alguns horrendos "snuff-movies" (filmes em que os atores morrem de verdade), quem parecem interpretados por atores lendários, Harlan, Tesla e Kurjak, chegam na cidade do cinema e da fama, para encontrar um dos piores pesadelos da vida deles... Hollywood está tomada por vampiros, cujos rostos são das estrelas que tanto conhecemos... Quem será o Mestre da Noite que está por trás disso? 
Dampyr 204 - Bloodywood - História de Giorgio Giusfredi com desenhos de Michele Cropera.

domingo, 30 de julho de 2017


NOVO TRABALHO DE FABRIZIO LONGO!
O desenhista que estreiou no Dampyr Especial do ano passado, esteve na redação e nos mostra, uma página do novo trabalho em que está trabalhando. História de Mauro Boselli.

sexta-feira, 28 de julho de 2017


Hoje nas bancas italianas: Dylan Dog 371


O encontro mais esperado do ano: Dylan Dog encontra Dampyr!

CHEGA O DAMPYR

Argumento: Roberto Recchioni
História: Roberto Recchioni e Giulio Antonio Gualtieri
Desenhos: Daniele Bigliardo
Capas: Gigi Cavenago


Dylan Dog cruza seu caminho com aquele de Harlan Draka, o Dampyr, em uma Londres tomada pelo terror pelas criaturas às ordens de Lodbrok, o Mestre da Noite. Nesse meio tempo, John Ghost torna a tecer sua escura e inominável trama às costas do inquilino de Craven Road, na primeira parte de uma longa história que continuará, encontrando seu epílogo, nas páginas de Dampyr nº 209, intitulado "O Detetive do Pesadelo".



Matéria publicada originariamente no site: www.sergiobonellieditore.it

quarta-feira, 26 de julho de 2017


DAMPYR IRÁ À GALÍCIA!
A pedido do amigo Jordi Amades de Barcelona, Harlan irá a Galícia, ajudar Iria, amiga de Jordi, que mora na região e, tem afirmado categoricamente que um espírito está assediando Xoaquin, neto de um amigo dela!

Dampyr 195 - Costa da Morte - História de Giovanni Di Gregorio com desenhos de Claudio Stassi.

segunda-feira, 24 de julho de 2017


A FONTE DA VIDA!
Uma inquietante experiência nazista na Noruega, na época da Segunda Guerra Mundial, chamada "Fonte da Vida", tinha como objetivo (de sempre) criar uma super raça ariana, fazendo procriar homens e mulheres arrancados de seus países de origem, que se encaixavam nos requisitos do líder nazista Himmler. Quatro crianças tiveram sorte pior: através de um rito pagão, parece que nelas se encarnou terríveis divindades da Valhala (salão de 504 portas da mitologia nórdica, situado em Asgaard). Uma das crianças é Starkad, ele e a vidente Gudrun, pedem ajuda a Harlan para derrotar o terrível Loki...
Dampyr 203 - A Fonte da Vida - História de Nicola Venanzetti com desenhos de Arturo Lozzi.