quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


Dampyr: Alquimistas e vampiros entre os escombros de Áquila


Harlan Draka, filho de um vampiro e uma humana, e seu amigo soldado Kurjak, do quartel general de Praga voltam a enfrentar os Lobos Azuis (uma sociedade secreta que remonta desde os tempos de Gengis Khan, composta de super homens destinados a dominar o mundo), a procura do "segredo de Lazzaro", capaz de ressucitar defuntos, na Nova Jerusalém, secretamente eleita pelos Templários: Áquila. Esta é a trama de Dampyr 155, cujo título é "O Segredo de Lazzaro", ambientado na cidade da região de Abruzzo, onde ocorreu o terremoto. Onde temos os principais mitos e mistérios de Áquila, da espetacular topografia parecida com Jerusalém, a origem do nome do lugarejo de Tornimparte (onde segundo a lenda, mortos recussitam - parte vivo, parte morto). Mas sobretudo os lugares símbolos da cidade: a igreja de Santa Giusta; a basílica de Collemaggio (no ponto correspondente ao Mote das Oliveiras); a fonte dos 99 canais; a Praça do Homem, com suas tendas; a catedral de São Massimo; a igreja das Santas Almas e o bar "Nurzia" (o primeiro do centro histórico a reabrir depois do terremoto de 6 de abril de 2009; a loja "A Lua", onde Kurjak compra como souvenir uma camiseta onde está escrito: "Eu amo Áquila";  o bar "del Corso", o relógio da destruída relojoaria "Cardilli", que ficava na entrada, que parou na hora da tragédia (3:32); os canteiros de obras da reconstrução; as chaves das casas deixadas nas portas. Em suma, no argumento de Diego Cajelli e nos desenhos de Fabrizio Russo há todo o drama da zona atingida pelo terremoto,o centro histórico abandonado a própria sorte, os escoramentos feitos para manter de pé edifícios destinados a demolição, os três anos e meio passados sem auxílio. O único erro, causado pelo longo de trabalho da edição, é quando se afirma que os desabrigados ainda vivem em hotéis. Hoje não é mais assim, mas todo o resto continua na mesma, devido aos políticos locais. Nos cairia muito bem a proteção do Princípe Ferenc Rakoczy-Bathory, o Conde de Saint-Germain...


Materia publicada no site: www.fumettodautore.com

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


Entrevista de Fabrizio Russo ao blog: http://andreasangiovanni.blogspot.it, sobre a edição 155.
"Agradeço a Fabrizio, pela disponibilidade e não somente pelo papo, mas também pelos desenhos que cedeu. 

Antes de tudo, deixe-me apresentá-lo:
Nascido em 1970, em Milão, estudou no Liceu Artístico e se especializou em ilustrações na Escola Superior de Arte de Castelo Sforzesco. Estudou na Escola do Quadrinho com Enea Riboldi (autor das capas de Dampyr) e em 1994 começou a trabalhar para a Bonelli.
Olá Fabrizio. Me parece que você tem um estilo clássico, muito Bonelliano, onde se evidencia o grande trabalho com referências fotográficas. Teve muitas fotografias a sua disposição para esta história (Dampyr 155): usou apenas elas ou foi a Áquila ver pessoalmente os pontos que iria desenhar? 
Como notou, em Dampyr o realismo e a procura pelo detalhe é uma marca presente: normalmente em todas as histórias, se procura retratar as cenas e paisagens com a maior fidelidade e no nosso caso este objetivo é sempre a nossa meta. Infelizmente, nção me foi possível caminhar por Áquila, coisa que ao invés, fez Mauro Boselli, co-autor da série, que me forneceu uma vastíssima documentação através de fotos e vídeos, que me foram muito úteis. Tudo isso, mais o que procurei a respeito e o que Diego Cajelli encontrou no google.
Notei uma grande atenção em procurar reconstituir através de seus traços, a atmosfera que se respira em Áquila, e, ao mesmo tempo, um certo respeito pela cidade, que me pareceu expresso sobretudo em não mostrar mais do que o necessário as partes destruídas. Se tratou apenas de uma exigência do argumento, ou você escolheu dar esta imposição gráfica e narrativa? E que tipo de liberdade teve para escolher pontos e ambientações?
Na realidade tivemos a maior atenção possível na reconstrução das ambientações: cito um exemplo, inicialmente em muitas cenas (tipo o ataque de cães ao lobo azul sobrevivente), tinha desenhado muitíssimos entulhos pelo caminho, para dar dramaticidade a situação. Quando então Boselli, ao visitar a cidade me revelou que não existia mais entulhos, providenciei a correção de todos os quadrinhos necessários, para ser o mais verdadeiro possível.
Sobre liberdade, no geral se alguma coisa não está indicada no argumento, o desenhista tem a liberdade de fazer as escolhas que quiser, coisa que fiz também nessa história.
Volto sempre ao mesmo tempo: apesar do que disse antes, nas cenas ambientadas no centro, notei uma certa "rigidez" em relação as outras sequências, como se a necessidade de mostrar pontos reais, tivesse te intimado. Quando te foi proposta uma história com esse tipo de ambientações, quais foram as suas reações? E com quais foram seus sentimentos ao desenhar uma cidade cuja feridas ainda estão abertas? 
Quando me foi proposta esta história, que me senti honrado, principalmente porque Boselli me escolheu, o que é um atestado de estima da parte dele, visto as dificuldades que enfrentou; por outro lado, adoro trabalhar com Diego Cajelli, que admiro tanto como profissional, e, também é um querido amigo. E, por último, mas mais importante, compartilhei totalmente a idéia: os moradores de Áquila, como todos moradores de áreas atingidas, no momento do desastre, são sempre tranquilizados pelas instituições que não serão abandonados, COISA ALIÁS QUE DEVERIA ACONTECER PONTUALMENTE TODA VEZ!

sábado, 23 de fevereiro de 2013



HARLAN DRAKA
(DAMPYR)
Por Andrea del Campo.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013


A BOA INTERNET...
Harlan e Kurjak estão em Milão para investigar um Mestre da Noite que também está atrás da coroa de ferro, cuja lenda, transmite poderes àquele que a usar... Mas Harlan nunca viu o Conde de Saint Germain, o poderoso Mestre da Noite que está na parada! Caleb Lost envia um arquivo a Dampyr que está em Milão para que ele "conheça" o inimigo!
Os traços são de Majo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013


Post de Diego Cajelli em seu blog (http://diegozilla.blogspot.it) sobre Dampyr 155, que foi às bancas italianas no último dia 5 de fevereiro.

"Meu Dampyr está nas bancas e foi desenhado pelo competentíssimo Fabrizio Russo.
Uma edição importante, complicada e complexa por diversas razões. A história se desenvolve em um local muito particular: Áquila.
Ambientação italiana, coisa rara para um quadrinho popular nas bancas, que apresenta um tema atual: fala do terremoto, da reconstrução e de outros temas interligados.
Digo logo: não teremos jornalismo em quadrinhos ou grafic novel. Este número de Dampyr é uma história do gênero horror, ambientada e colocada num contexto real.
A narrativa baseia-se na ficção, nas temáticas da série, não é a história do terremoto desenhada em quadrinhos, do que aconteceu lá. 
(não é verdade, temos uma visualização do terremoto. Mas contada por um dispositivo narrativo)
É uma história ambientada em Áquila, onde o folclore local, as lendas de horror e os mistérios de Abbruzzo se relacionam com o terremoto e se entrelaçam com o universo narrativo de Dampyr, dos seus protagonistas, de seus antagonistas, infiltrando-se no contexto geral da série. Uma empreitada complicada para dizer a verdade, se alguém recomeçar a ler Dampyr a partir desse número, mas são coisas que se resolvem.
Para que não restem dúvidas, digo também: Se essa história foi para as bancas é tudo mérito de Mauro Boselli, criador do personagem e responsável pela série. Ele mesmo me sugeriu as ambientações, disse-me para escrever sem precupação com a crítica. Acreditou tanto nessa história, a ponto de ir pessoalmente a Áquila para tirar as fotos que usamos como documentação. Porque temos essa mania com as documentações de Dampyr.
Fabrizio Russo se deparou com um dossiê fotográfico tão preciso quanto vasto. Em parte formado pelas fotos tiradas por Boselli e outra parte com fotos retiradas da Internet.
Do rascunho ao real se mostra que as coisas não são bem assim. Antes de mandar a edição para a gráfica, Fabrizio Russo precisou corrigir alguns quadrinhos. Durante esse trabalho, algumas situações foram revistas, desenhos atualizados, por exemplo. (Quanto tempo gastamos? Começamos a trabalhar faz um ano mais ou menos).
A documentação é necessária. Fundamental para criar um relação de cumplicidade com o leitor e alimentar a relação realidade/ficção.
Os personagens se movem num contexto real, lugares conhecidos. Introduzir esses elementos em uma história em quadrinhos, de modo coerente, é um trabalho muito difícil, mas do meu ponto de vista, funcionou devido a reação positiva dos moradores de Áquila.
Ambientar as histórias na Itália é minha mania, que o diga a minha nova série, que está próxima de ir para as bancas (Long Wei), ambientada em Milão, na zona da Rua Paolo Sarpi. Veremos quais serão as reações dos meus concidadãos quando for para as bancas em março.
A mídia local deu atenção especial a esse Dampyr. Parece que está sendo muito procurado e muito falado na rede.
As agências de notícias e principalmente jornais on-line me entrevistaram. Por hora é isso, Então, vamos ver!
Me divertiu ler os comentários sobre os locais visitados por Harlan e Kurjak. E fico imaginando o pequeno negócio de souvenirs que surgirá depois de verem a página onde Kurjak compra uma camiseta.
Depois, há coisas que me surpreenderam quando eu estava estudando para escrever esta história.
Um detalhe: A lenda dos "retornantes" de Tornimparte, um belo lugarejo, onde se fala, que qualquer um pode retornar do mundo dos mortos. Sem mencionar o complexo cruzamento entre Áquila, Jerusalém e os Cavaleiros Templários. Creio ter usado apenas dez por cento do material que juntei.
Talvez o mande para Dan Brown, pois esses materiais lhe interessam."

domingo, 17 de fevereiro de 2013


DANIELE STATELLA EM AÇÃO!
O novo desenhista de Dampyr, postou uma foto de seu Harlan Draka no facebook. Sua edição estará nas bancas, segundo ele, provavelmente em janeiro de 2014.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


INÍCIO DA EDIÇÃO 154!
O Capitão Reshep pertence à Outra Parte e conseguiu uma proeza... aprisionar a belíssima demônio Blimunde! E lhe faz uma proposta tentadora! Fazer um pequeno trabalho para ele e ter sua liberdade... Blimunde, também conhecida como a Dama dos Pesadelos, tem um poder incrível, na vítima que ela toca, liberta nessa os seus piores pesadelos! A proposta do Capitão Reshep? Que Blimunde aprisione Dampyr, Tesla e Kurjak em seus piores pesadelos...
Os traços são de Michele Cropera.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013


HARLAN DRAKA
Por Silvia Califano.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013


INÍCIO DE DAMPYR 146!
O verdejante vilarejo de Ashwood no interior da Inglaterra está prestes a ser testemunho da tentativa de renascimento do culto milenar ao Senhor Verde! Maud Nightgale e Nicole Simmons, agentes femininas do "Ghost Hunters" vão até lá investigar o que está acontecendo, e, desaparecem... contarão apenas com a ajuda de Dampyr e Stuart Morrison, que foram contactados antes, para se encontrarem com elas em Ashwood...
Os belos traços são de Michele Cropera.

sábado, 9 de fevereiro de 2013


TESLA COM CIÚMES...
Na edição 26, com traços de Alessandro Baggi temos uma aventura em Praga. Três alquimistas adoradores do demônio que retornam a vida e têm sede de sangue humano... mas há uma história por trás dessa... a história de uma Tesla atormentada, literalmente com crise existencial e apaixonada por Harlan Draka! Abaixo, ele trabalhando na Livraria Obrazek, atendendo uma bela cliente, quando Tesla chega com o recado de que Caleb Lost o chama no Teatro dos Passos Perdidos para uma conversa! Tesla despacha a mocinha rapidinho...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013


MULAWA
Por Nicola Genzianella.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


Hoje nas bancas italianas: Dampyr 155.


Quais sombras e o que está agindo na zona interditada de Áquila?

O SEGREDO DE LAZZARO


Roteiro e argumento: Diego Cajelli
Desenhos: Fabrizio Russo
Capa: Enea Riboldi

Zona Interditada, Zona Proibida... Em um castelo em ruínas que pertenceu aos Templários, os Lobos Azuis procuram um misterioso pergaminho. Mas o inimigo deles, Harlan Draka, está para chegar... e não está só.  O "Segredo de Lazzaro" é protegido pelo Conde de Saint Germain, o enigmático Mestre da Noite. E também uma velha conhecida de Harlan & cia, um demônio da Outra Parte, também quer o pergaminho...

domingo, 3 de fevereiro de 2013


DALBUIO DA EDIÇÃO 146!
Na seção de cartas da edição 146, uma explicação sobre a história de Boselli, brilhantemente desenhada por Michele Cropera.
"O HOMEM VERDE. Na Inglaterra, muitos pubs são denominados com essa misteriosa denominação - O Homem Verde. Na placa de muitos dele, se vê estampado um rosto de formas humana feito de folhas e outros vegetais. Mas a Figura do "Green Man" é mui to mais antiga que divertimentos pitorescos e está ligada a sobrevivência do paganismo na Europa. No entanto, não encontramos essa figura somente nos pubs, mas esculpida em centenas de igrejas medievais disseminadas no Reino Unido e no restante da Europa, especialmente França e Alemanha. Os rostos elegantes, grotescos, sinistros ou fascinantes do homem vegetal, como se te vigiassem... arquiteturas, pinturas, portas, coros esculpidos, bancos e altares, de Friburgo a Chartes, de Licoln a Exeter. Claramente um símbolo de fertilidade e do renascimento da natureza (como ocorre na primavera), o "Green Man" (foto acima) é um elemento pagão que foi perpetuado nas igrejas cristãs, num simbiose entre o antigo e o novo, como se a religião moderna, devesse de um certo modo, pactuar com a antiga. Identificado por alguns estudiosos de folclore com o deus céltico Kernunnos, o "Green Man" se encarnou em heróis semi-lendários como Robin Hood.
A VERDE INGLATERRA dos tranquilos vilarejos rurais é o local propício para acolher esta ambígua figura. Tanto que nas igrejas britânicas (e irlandesas) difunde-se a imagem de um outro ritual pagão, ainda mais bizarro e inquietante, a shee-la-na-gig, apresentada de forma caricatual, figura feminina que abre as pernas em posição ginecológica (foto abaixo), claramente outro símbolo de fertilidade ligado ao parto e ao nascimento, mas definitivamente surpreendente e incongruente, classificada numa posição entre santos e anjos. Alguém pensa por acaso que as Sheelas foram excluídas das igrejas cristãs, para apagar qualquer rastro pagão nas construções. Certamente se trata de um explicação ingênua. "Green Man" e "Sheelas" estão ali, obedecendo um antigo pacto entre o paganismo e o cristianismo, um pacto de muitos séculos, feito para assegurar a magia benéfica entre os cultos. O que poderia acontecer se o pacto fosse desfeito? É o que nos leva a imaginar Boselli e Cropera na edição 146...