quinta-feira, 21 de junho de 2018


Dampyr #219 - Tudo por Amor
Por David Padovani

"Tudo por Amor" é a história que conclui a trilogia boselliana iniciada em abril com Dampyr 217 e que marca como uma junção importante para a estreita continuação que caracteriza a série.
A história recomeça exatamente de onde parou no número anterior, no qual um final surpreendente tinha deixado boquiabertos os leitores.
Mauro Boselli leva adiante a narração de um modo firme, ligando os fios da trama desenvolvidos nas partes anteriores (mas também em histórias passadas) e deixando campo para os desenhos de um inspirado Roi, cujas as páginas não precisam ter muitas palavras.
Se há uma citação a ser feita com relação ao escritor milanês talvez seja o fato de não ter ousado trazer às extremas consequências o que foi pré determinado no número precedente. Todavia Dampyr se caracteriza como a única série bonelliana longeva marcada por uma trama horizontal e o "real envelhecimento" de seus protagonistas, pensada atentamente nos seus mecanismos e junções fundamentais, e nesta história Boselli insere uma série de elementos e novos filões que poderão levar a algumas surpresas no futuro próximo.
Roi flutua ora seguindo o definido, ora mais livre, realizando também algumas splash page, demonstrando uma capacidade extraordinária de representar ambientes e criaturas do multiverso dampyriano, de demônios a súcubas sensuais e terríveis ao mesmo tempo. O seu traço escuro, arranhado e sujo está entre os mais adequados para representar os mundos de Dampyr, no horror e na beleza depravada que o distingue.

Falamos de:
Dampyr #219 - Tudo por Amor
Mauro Boselli, Corrado Roi
Sergio Bonelli Editore, junho de 2018
96 páginas, em preto & branco, 3,50 euro 
Crítica publicada originariamente no site: www.lospazio.it

terça-feira, 19 de junho de 2018


Mais uma página do Dampyr de agosto - Planeta de Sangue. História de Giorgio Giusfredi e desenhos de Alessio Fortunato.

domingo, 17 de junho de 2018



Crítica Dampyr 219: Tudo por Amor

Por Fabrizio Cozzolino

No término da história precedente de Dampyr, o número 218 - "Danças Macabras", assistimos a morte de um dos co-protagonista da série, estamos falando de Tesla, a vampira que foi protagonista indiscutível e teve de enfrentar o Mestre da noite Rupert Von Henzig, sucumbindo a seus enganos e as suas sádicas maquinações. O próprio Von Henzig transportou, tanto a nós quanto a bela Tesla em um turbilhão de imagens cinematográficas e referimentos às mais "horrorosas" criaturas que a sétima arte tenha parido (Não por acaso se refere a um filme gótico de Antonio Margheriti, de 1964, livremente inspirado em uma história de Poe, enquanto a mesma trama se inspira em uma outra história desse autor, O Barril de Amontilado). 

Este "Danças Macabras" trouxe consigo grandes expectativas por parte dos leitores, visto os pressupostos. Expectativas ao nosso ver, amplamente atendidas neste "Tudo por Amor", escrito por Mauro Boselli e desenhado por Corrado Roi.

Dampyr 219 abre, com Harlan e Kurjak na busca por Von Henzig e seus não-mortos, movidos por uma irreprimível sede de vingança, atormentados pela perda da amada Tesla. Mas é o mesmo Von Henzig que, depois de ter conduzido os dois caçadores de vampiros para a enésima armadilha, revelará que na realidade há ainda uma possibilidade para os nossos protagonistas de reencontrarem Tesla. A partir deste momento em diante reinará o engano, que moverá os nossos protagonistas e outros importantes personagens da série como se fossem peões em um enorme tabuleiro de xadrez. 

Provavelmente já revelamos muito da complexa trama tecida por Boselli, que, como acontece na série do Filho do Diabo, ironiza com clichês e lugares comuns sobre vampiros e, preenche os quadrinhos com referências clássicas do cinema e da literatura do gênero (de Nosferatu de Murnau a Cagliari de Weine). Aquilo que podemos dizer porém é que o verdeiro motor da narração é, como se evidencia o título, o amor. Um amor perverso, muitas vezes cego e incondicional, que leva as criaturas da noite a fazerem de tudo pelo objeto do próprio desejo.

A dar vida às sombras que se escondem na mente de Boselli, está Roi, que nos mostra nesta história as suas típicas sombras longas, que muitas vezes contrastram com cortes de luzes surreais. O resultado é uma atmosfera que dá calafrios e que permeia as ambientações da história: uma Praga que recorda Holstenwall, do Gabinete do Doutor Caligari, às nevoas da Bucovina, onde as visões oníricas e sombria dos personagens ganham vida.



Crítica publicada originariamente no site: www.senzalinea.it  

sexta-feira, 15 de junho de 2018


VANESSA BELARDO!
Já está em ação em uma nova história!

quarta-feira, 13 de junho de 2018


MAURIZIO ROSENZWEIG
Os Grandes Antigos retornarão!

segunda-feira, 11 de junho de 2018


LUCA ROSSI
O desenhista do Dampyr 200, por exemplo, nos mostra uma página da história em que está trabalhando.

sábado, 9 de junho de 2018


AGOSTO PRÓXIMO!
Página de "Planeta de Sangue". História de Giorgio Giusfredi com desenhos de Alessio Fortunato.