sábado, 17 de fevereiro de 2018


Dampyr #215

Sangue em Chinatown

Este mês parece ter uma geminação narrativa entre Dampyr e Tex. As duas séries, de responsabilidade editorial de Mauro Boselli, apresentam de fato, aventuras centradas na cultura chinesa. Mas isso não é tudo: as primeiras páginas deste novo número de Dampyr se passam numa São Francisco de 1880, uma época e lugar que cairiam bem nas páginas de Tex. Fora isso obviamente, as histórias percorrem estradas diferentes e a de Dampyr se tinge, como sempre, de vermelho sangue.
O policial vampiro (do bem) Jim Fajella, velho conhecido do nosso Harlan Draka, está na pista de Ah-Toy, mestre da Noite que mantém sob controle, o Bairro de Chinatown em São Francisco e está intencionada, depois de um período reclusa, a retomar o poder. Harlan, Tesla e Kurjak chegam ao local e se deparam com a disputa.
 
A história é assinada por Claudio Falco, autor de três das últimas quatro histórias da série mensal (as quais se juntam o Dampyr Especial: um dos autores mais prolíficos na Bonelli nos últimos meses). O autor napolitano preparou uma trama gostosa de ler, que parece focar mais as intrigadas de poder do que o elemento horror.
Nos desenhos Luca Raimondo, que vimos pela últimos vez em Dampyr # 208, julho passado (Camboja, com textos de Giovanni Eccher). O estilo limpo, sóbrio e ordenadíssimo de Raimondo é uma garantia, considerada também a regularidade das suas publicações, embora algumas passagens parece faltar um detalhe a mais, que faria palpitar o coração do leitor.

No geral, uma história fora da macrotrama, muito bem contada e foca em um personagem, que provavelmente veremos novamente.

O chefe Audace



Crítica publicada originariamente no blog: www.gliaudace.blogspot.com

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018


Corrado Roi com uma página da sua história de Dampyr que irá para as bancas esse ano!

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018


DAMPYR: PESADELOS ITALIANOS
Lançada há pouco tempo na Itália, uma edição com cinco histórias de Harlan Draka, que se passaram em território italiano. A página abaixo, magistralmente desenhada por Majo, mostra uma cena arrepiante. Reza uma lenda da Sardena, que um grupo de mulheres vestidas de preto, caminham pelas ruas dos vilarejos à meia noite, e "fazem" uma visita a doentes terminais, para "abreviar" o sofrimento deles. Com um detalhe funesto: entoam cânticos até chegar à casa do moribundo. Um modo de eutanásia! São chamadas "accabadoras" no dialeto sardo.

domingo, 11 de fevereiro de 2018


Dampyr Especial 13: A Terra das Águias, a crítica

Francesco Borgoglio

O último Dampyr Especial, o décimo terceiro dessa coleção, chegou nas bancas em 21 de outubro passado. Os textos trazem a assinatura de Claudio Falco, o escritor mais prolífico do personagem depois de Mauro Boselli, co-autor do personagem junto com Maurizio Colombo.

O escritor napolitano, médico de profissão, cruza com indiscutível classe um acontecimento curioso baseado numa faixa da história pouco conhecida pela maioria, mas decididamente sugestivo. A colocação cronológica e geográfica - deliciosamente vampiresca - é próxima a mesma em que viveu Vlad Tepes, o herói nacional romeno, conhecido de todo o mundo com o nome de Drácula, graças a obra prima literária de Bram Stork. Nos encontramos, como podem intuir, na península balcânica sob invasão turca, mais precisamente entre a Sérvia e Albânia.

A terra das águias, que dá o título a história, nos põe de frente a um outro campeão dos cristãos em oposição a ameaça otomana: se trata de Gjergj Kastrioti, dito Skenderbeu, líder e patriota albanês. Falco retrata fielmente os eventos da época e oferece uma explicação toda dampyriana às incríveis ações e façanhas militares que fez de Skenderbeu, uma verdadeira lenda entre seu próprio povo. Ancorado solidamente no passado e projetadoem uma aura de mistério no presente, o enredo coloca em campo dois novos mestres da noite prontos para o encontro final entre os dois, para ver quem assume o domínio sobre a Albânia.

Harlan, Kurjak e Tesla, entram na história envolvidos pelo amigo e professor Hans Millius, que foi contatado por uma colega acadêmico italiano, o enigmático Simone Altafoglia. Para o protagonista e seus inseparáveis companheiros é o início de uma aventura ousada e imprevisível, de resultado incerto até a cena final.

A terra das águias é uma edição intensa e prazeirosa. Somos capturados pela narrativa e ao mesmo tempo pelo contexto histórico em que é elaborada. As suas páginas exprimem no roteiro e no desenvolvimento a quintessência de Dampyr, que une de maneira convincente a irresistível ação e saber, divertimento e cultura, como um Martin Mysterè em versão horror.

Não por acaso, quem desenha esse Especial é Fabrizio Russo, um desenhista que se emprestou várias vezes para as páginas do Detetive do Impossível, antes de se tornar em um veterano do Filho do Diabo; aqui dá prova da técnica e do talento de que é dotado representando com naturalidade e fluidez as contínuas trocas espaço-temporais que se disseminam na pulsante trama. O cuidado com os detalhes, a fineza do trato e a qualidade das páginas de Russo representam o valor artístico de quadrinho de excelente, do ponto de vista textual. 



Crítica publicada originariamente no site: www.badcomics.it

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018


VANESSA BELARDO
A nova desenhista de Dampyr esteve na redação e nos apresenta uma nova página da sua história em dupla com Claudio Falco.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018


Dampyr #214 (Falco, Vercelli)

Por David Padovani

Harlan e pards viajam até Magdeburgo onde o não morto Vogel, chamado homem dos brinquedos e morto ao fim da Segunda Guerra Mundial, parece ter retomado a fabricar os seus assustadores brinquedos assassinos.
Claudio Falco recorre ao Dampyr #8, edição no qual Harlan matou o Mestre da Noite Shrek, para criar uma aventura linear, para criar uma aventura linear, sem picos narrativos e com o mecanismo de resolução da trama pouco profundo, mas com um bom ritmo que acompanha o leitor do início ao fim. O mérito está na ausência de longas sequências de diálogos típicas da série em que o forte é a procura de explicações históricas ou literárias, elemento não necessário para a valorização da presente história.
Convincente a estréia de Gino Vercelli na série, depois de seus trabalhos em Martin Mystere e Nathan Never. Se de um lado é evidente que o desenhista deve ainda pegar intimidade com as faces dos protagonistas - sobretudo aquelas de Dampyr em relação a Kurjak e Tesla - desenhadas muitas vezes de modo muito rígido, e a se destacar as atmosferas do local da história, sobretudo as muitas sequências noturnas e aquelas que remontam a 1945. As páginas de trato "sujo", realizadas com efeitos a reproduzir eficazmente a névoa e a escuridão dos becos da cidade, transmitem imediatamente a atmosfera de medo e perigo que permeia a história.
 Matéria publicada no site: www.lospaziobianco.it

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018


6h52min

A aventura não começou no dia 3 de janeiro às 6h52min (seis horas e cinquenta e dois minutos) de uma fria quarta-feira, na estação de Istrana, onde peguei o trem para Milão. A minha relação com a SBE, começou em agosto de 1978, quando vi uma revista de Tex Willer (Tex contra El Muerto) pela primeira vez. 

Após uma troca de trem em Vicenza, embarquei no famoso Freccia Rossa (Flecha Vermelha). Paisagens lindas e montanhas nevadas durante todo o trajeto. Chegando na estação centra de Milão, fui de metrô até a estação D´Uomo, onde pude ver de perto a Catedral do Homem, então de lá parti para a Casa dos Sonhos (SBE). 

Fui recebido por Giorgio Giusfredi, que me levou para conhecer toda a redação da Casa dos Sonhos.

Ainda quando estava tendo a conversa inicial, eis que aparece de surpresa na redação, Maurizio Dotti, que passou por lá apra entregar um desenho de Tex. Autógrafos, muita conversa sobre quadrinhos Bonelli, coisas do cotidiadono, etc, poucas horas que jamais esquecerei. E, para coroar o "crossover" autor/leitor/desenhista, Dotti desenhou Harlan Draka especialmente para mim. Obviamente, a emoção aflorou, o homem virou menino e fo fã de Dotti, ficou mais fã ainda.

Meus sinceros e especiais agradecimentos a Tatiany, que foi minha guia até a Via Buonarroti, 38, e, me auxiliou com língua; a Janete minha irmã e a minha querida esposa Rosalia, parceiras, que compartilharam desses momentos inesquecíveis. Obrigado pela companhia e força!