domingo, 21 de dezembro de 2014


DAMPYR 177 - DESAPARECIDOS!
(Mauro Boselli e Alessandro Bocci)

Publicado por David Padovani


Desaparecidos! É a primeira parte de uma história em que vemos o "retorno a cena" de velhos aliados, inimigos e conhecidos de Dampyr, com Harlan Draka e pards perdidos em uma longa viagem pelo multiuniverso.

É uma típica história de Mauro Boselli, daquelas que agradam gregos e troianos. O autor traça uma narrativa que mexe com vários fios da trama horizontal da série - onde Boselli demonstra toda sua maestria em dominar as dezenas de personagens e histórias criadas em quase 15 anos - inserindo como lhe é peculiar, cultas citações literárias e citações de várias lendas do folclore mundial. Os diálogos, às vezes extensos, freiam excessivamente as ações em alguns casos, mas no geral a história flui do início ao fim, com uma crescente tensão, que só terá seu desfecho no mês que vem, na conclusão.

Magistral o trabalho de Alessandro Bocci nos desenhos. O desenhista cria páginas perfeitas, atento aos mínimos detalhes; o seu trabalho faz parecer que os quadrinhos estão em movimento, nos permitindo admirar personagens, ambientações e as monstruosas criaturas do multiuniverso.

Enésima prova de que nos últimos tempos a qualidade gráfica das séries Bonelli atingiram um patamar elevado, a ponto de podermos afirmar que muitos dos autores daquela editora serem populares hoje.



Matéria publicada originariamente no site: www.lospaziobianco.it

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014


O SINAL DE ALASTOR
(Dampyr 173)
Num mundo distante do nosso, uma luta secular está prestes a ter um fim. Os humanos lá residentes, conseguiram chegar à capital das máquinas inseto, e, eles estão prontos para o ataque final, que vale a liberdade deles! Obviamente não seria fácil... mas tudo aconteceu graças a visita de um "estrangeiro", que durante sua estadia ajudou muito para o sucesso dos humanos. Seu nome? Kur-jak!
Na edição 101, nosso soldado foi parar na Cidade do Crepúsculo, e, deixou uma Princesa apaixonada e grávida dele!
Ela recebe Darin, o chefe dos soldados, um herói de guerra agora, mas, para ela isso é irrelevante, pois quer seu amado e pai de seu filho de volta... 
Um escritor de ficção científica que mora no Maine (EUA), talvez seja a chave para que nosso soldado reencontre Xeethra e seu herdeiro...
História de Mauro Boselli e desenhos do espanhol Esteban Maroto.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014


TESLA
Por Luca Raimondo.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014


POBRE ANN...
A vidente alemã Ann Jurging está tentando se acertar com Franz, nada melhor que um jantar romântico... que se estendeu para o apartamento dela! Mas o que era para ser a noite dos sonhos, se transformou em pesadelo devido suas visões... a ponto de atacar seu pretendente! Uma inimiga poderosa quer de todas as formas lhe tomar seus poderes de Bruxa Rainha, e o local do confronto será a Ilha de Thira, no Mar Egeu. Ann contará com a ajuda de Dampyr, mas o combate não será simples...
Imagens de Dampyr 151 (A Rainha Bruxa), com história de Mauro Boselli e desenhos de Fabio Celloni (que estreiou no mundo dampyriano com essa aventura).

terça-feira, 9 de dezembro de 2014


LABIRINTO DO NECROMANTE
A terceira história do Maxidampyr 6 nos leva a Chateau Carignac, na França, onde em 1654, aconteceu algo inquietante... O Marquês de Carignac passa boa parte de seu tempo num pavilhão anexo ao Castelo, onde, na companhia do necromante Petrus De Vos, têm praticado magia negra, e, essa notícia chegou aos ouvidos do Rei. A patrulha na sequência abaixo, tem ordem de prendê-los... mas não conseguem, De Vos, faz desaparecer junto com ele, todo o pavilhão aonde faziam suas "experiências"... 
Destaque para o assustador labirinto!
História de Claudio Falco com desenhos de Alessandro Baggi.

domingo, 7 de dezembro de 2014


DYLAN DOG E HARLAN DRAKA!
Por Nicola Genzianella. O desenhista de Dampyr, juntamente com autores e outros desenhistas do personagem, estão presentes hoje na cidade de Piacenza, no Festival de Quadrinhos, para o Dampyr Day!


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014


REVOLUÇÃO E NARCOTRAFICANTES NOS TEMPOS DOS VAMPIROS. DAMPYR ESPECIAL 10!

Por Giampiero Belardinelli.

Esquema dos cartéis do narcotráfico mexicano

Na aventura bonelliana, o México sempre provocou um fascínio particular desde 1948 quando, nos Texs júnior, Gianluiggi Bonelli e Aurelio Galeppini tiraram do forno uma obra prima como "Os Heróis do México" (edições 3 e 4). Naquela longínqua história eram mesclados muitos elementos que encontramos nos filmes de Holywood ambientados no México:militares aleados com políticos sedentos de poder, pobres sofrendo assédio, rebeldes e bandidos, cujos papéis às vezes se sobressaiam. Atração do público - ao menos para aqueles crescidos nos anos cinquenta, sessenta e setenta - para as histórias mexicanas, provavelmente se deve às atmosferas imóveis, de um calor sufocante, que improvisadamente davam lugar a uma energia violenta, onde a piedade se perdia entre os assovios das balas e as explosões de dinamite. Aquela mistura de aventura, referências sociais e históricas, personagens característicos, sem dúvida, deixou uma marca indelével no imaginário coletivo dos "rapazes" que cresceram nas décadas supra mencionadas. Um fascínio que não passou desapercebido a Mauro Boselli (criador de Dampyr junto com Maurizio Colombo), como demonstram algumas de suas aventuras escritas para Tex e para Zagor. O editorial boselliano deste Especial, além disso, exala paixão pelo México e pela Revolução e, estando empenhado com Tex e as principais sagas mensais de Dampyr, deixou o teclado para escrever a Antonio Zamberletti, autor de romances editados pela Todaro e personagem aventureiro, além de ter sido agente de polícia. O escritor, entre outros, já debutou como narrador bonelliano no Zagor Especial de 2013.



Frida Kahlo, Os quatro habitantes do México

Antonio Zamberletti se demonstra consciente do patrimônio sugestivo que é o México revolucionário e, o movimento da ação na contemporaneidade dampyriana, não esquece de seguir a História, pescando um episódio marginal da Revolução. O episódio narrado no prólogo, em que se introduzem os elementos resolutivos da aventura, é fundamental para criar aquele paralelo entre a eternidade dos Mestres da Noite e a mortalidade de nós pequenos serres humanos. Dampyr é uma série que, graças sobretudo a Mauro Boselli, é uma agradável miscelânia entre o passado e o quotidiono, pairando sobre portais dimensionais, onde até mesmo os nossos heróis, às vezes, correm o risco de se perder. Em El Lobo a fórmula vem respeitada com a habilidade de Zamberletti: a sugestão fantástica é de fato crível, pois permite ao autor uma reconstrução verdadeira da sanguinária atividade dos narcos. A venda da droga leva traficantes a ganharem muito e a torta é tão grande, que todo tipo de classe social está disposta a qualquer coisa para conseguir a sua parte. Tudo acontece na região de fronteira com os "States", local ideal para invadir com rios de droga, a terra dos ricos americanos.
Seguindo a história, se nota como Zamberletti conhece o modo de agir e de pensar dos esquadrões especiais, mérito sem dúvida de uma forte documentação sobre o argumento e talvez dos seus tempos como agente de polícia. A figura de Anita Montoya é um exemplo peculiar: "Eu entendo há muito tempo o que é a perda no seu sapato e que você tentou resolver três vezes, e o resultado foi mandar seus homens para o necrotério", disse o vilão da história. "Uma policial formidável, essa Anita Montoya..." afirma Harlan poucas páginas depois.


Fronteira entre o México e o Estados Unidos em El Passo


 Fronteira entre o México e o Estados Unidos em Nogales

A agente Montoya é uma figura que, graças ao desenho de Santucci e Piazzalunga, mostra uma forte sensualidade,mas não exibida de forma gratuita. De fato, sua fisionomia é constantemente mostrada em primeiro plano e a sua beleza hispânica deixa transparecer orgulho, tenacidade e uma coragem desconhecida de alguns co-protagonistas masculinos. Ainda vive em uma realidade em que a ação criminal dos narcos torna impossível de se viver naquela região do México, no entanto, não parece resignada e pessimista. A jovem mulher, é talvez uma espécie de alter ego de Zamberletti. Não por acaso, quando conhece Harlan e pards, não reage com ceticismo às informações sobre a presença de vampiros e congêneres, porque ela mesma convive com as lendas do folclore local. La Fronteira - segundo Anita - não é somente aquela entre os "States", mas um lugar indefinível em que o desconhecido é qualquer coisa de palpável e não somente os pesadelos alimentados pelas supertições. 
Os protagonistas da série, Harlan, Tesla e Kurjak, são usados com fluidez nas sequências de ação e, sobretudo nos diálogos, reforçando e revelando a sólida amizade entre os três. O final, como acena acima, é o reforço do prólogo e a sua lógica narrativa, feito de ação racional e conflito entre humanidade e a ferocidade infernal, rende uma sólida arquitetura idealizada por Zamberletti. De uma parte a ação cronometrada pelos "Nossos", da outra o encontro sem tempo entre um jovem padre (Eduardo, transformado em vampiro por um Mestre da Noite no longínquo 1914) e um velho filho que permeia a poesia da história... Eduardo finalmente rejeita sua natureza bestial de vampiro e encontra a harmonia interrompida nesse mundo conflituoso, porém, onde os seres humanos podem escolher livremente de que lado querem estar.
Os desenhos realizados pela dupla Marco Santucci e Patrick Piazzalunga dão uma forte conotação a história. Os enquadramentos sempre originais, os primeiros planos intensos, o sugestivo claro-escuro rendem às páginas, a impressão de movimento.Um quadrinho deve contar as emoções, e antepor este conceito a qualquer outro é somente um artificio retórico.


Matéria publicada originariamente no site: www.dimeweb.blogspot.com