quarta-feira, 2 de novembro de 2016


200 VEZES DAMPYR
Pré Crítica

Também Dampyr entra no restrito círculo das séries históricas em quadrinhos, rompendo confins das 200 vezes nas bancas. O número estará nas bancas (italianas) no próximo dia 4 de novembro e, como reza a tradição da Bonelli, será a cores e, com maior número de páginas, 110.

Apesar de vir imediatamente depois de um ciclo bastante particular da saga (aquele do Dampyr "antigo"), é uma história perfeitamente legível solo, também para um recém chegado à série: como diz, um daqueles números que a Marvel timbrou com seu slogan "Ponto de partida para novos leitores". Por isso confiamos a crítica ao menos dampyresco dos nossos Sbam-redatores...

Iniciarei com uma confissão: este vosso simpático Sbam-crítico leu pouquíssimas edições de Dampyr na sua vida. No entanto, quando ele viu e foleou antecipadamente este número 200 (A Legião de Harlan Draka), a química foi instantânea, um pouco como quando se vai às bancas sem saber o que levar e sai com aquilo que mais te chamou a atenção, vejamos porque.

Este número bicentenário da série criada por Mauro Boselli, dezesseis anos atrás se apresenta imediatamente como uma edição comemorativa "atípica" (ao menos como a Bonelli propôs muitas edições do mesmo gênero), visto que a história, que se passa nos nossos dias, está perfeitamente inserida na continuidade dampyriana.

O cenário é o Oriente Médio, teatro da batalha final entre Harlan Draka (um dampyr, fruto da união entre uma humana e um vampiro) e Erlik Khan, um tempo fiel amigo de Draka Pai e hoje inimigo mortal de Harlan. O vilão reuniu o seu tenebroso exército de não-mortos (composto de guerreiros de todas às épocas) e lançou um desafio a Dampyr, que obviamente não pode recusar.

Não existe, porém, herói que vá para a batalha sem seu exército e, assim graças a colaboração de Tesla, Kurjak e outros companheiros de aventura, forma assim a sua legião, composta de aventureiros (vivos ou não) e mercenários, disposto ao sacrifício supremo para destruir a armada inimiga. Há somente um problema: Erlik tem a sua disposição alguns guerreiros... particulares, tão potentes quanto mortais. E não será tão fácil assim a vitória dos "bons". 

A história é assinada pelo mesmo Mauro Boselli, com desenhos de Luca Rossi, colorida por Romina Denti e capa de Enea Riboldi e, "paga o ingresso".

Se trata de fato de uma aventura que, embora - como disse na abertura - impregnada de continuidade, é perfeitamente legível "solo", sem a necessidade de conhecer as anteriores. Vai muitíssimo bem para leitores ocasionais, e pode ser apreciada também por um leitor de quadrinhos USA. "A Legião de Harlan Draka" recorda de fato os velhos super heróis de uma vez, com a trama pontuada (de modo mais ou menos "alongado") nas clássicas quatro partes: chegada (ou retorno) do inimigo, desafio lançado ao herói, reunião em torno do herói por parte de seus aliados e épica batalha final, sem deixar de falta o sacrifício de alguém antes do fim.

A coisa positiva é que não temos que aturar os 4/5 meses de introdução-saga, com prólogos/propaganda em profusão, segundo a tradição americana: ao contrário, Boselli em somente 110 (cento e dez!) páginas leva a trama ao seu clímax de maneira natural, sem ter a impressão que falta apelo (como acontece às vezes quando se tem um número limitado de páginas à disposição) deixando a vontade de ler (visto o final em aberto) o restante. Mais uma vez, damos uma lição aos colegas no exterior.


Publicado originariamente na revista eletrônica: www.sbamcomics.it 

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