sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

 
Dampyr 309
D-Day
 
Crítica do Dampyr de Gianmaria Contro e Max Avogadro
  
Gigi Simeoni estreia em Dampyr com uma personalidade forte, entrando em cena com presença e ritmo para retratar os personagens com nuances e detalhes muito pessoais, sem comprometer os fundamentos da coleção.
 
Por um lado, apresenta um novo Mestre da Noite - uma entidade psicológica desprovida de corpo físico - e, junto com ele, uma nova Amesha, que habita em Alençon. Por outro, situa a história em 1944, nas praias da Normandia, inserindo Harlan, Tesla e Kurjak em um contexto de guerra que evoca abertamente a atmosfera de guerrilha já explorada pelo autor em sua obra A corrida do lobo (Le Storie edições 76-78). Um retorno à ferocidade do nazifascismo, porém filtrada pela atmosfera fantástica de Dampyr, como é tradição na série.

O resultado é uma história de ritmo acelerado, quase compulsiva em sua alternância de confrontos, perseguições e emboscadas, na qual o contexto histórico rapidamente se torna pano de fundo.

A trama flui bem, sem grandes picos emocionais, mas com uma simplicidade subjacente que torna o episódio agradável, não por reinventar Harlan, mas por tentar - de forma decisiva - criar um tom diferente para o personagem. Uma trajetória pessoal que poderia ser interessante, se tivesse espaço para se desenvolver, e que, por ora, representa uma experiência única, ao mesmo tempo prazerosa e alienante.
 
 

Publicado originariamente no site: www.ubcfumetti.com

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