sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

 
D-Day - Dampyr 309 (Dezembro 2025) 

Escrita por Paolo M.G. Maino
 
O Dampyr 309 de dezembro de 2025, encerra o ano do Dampyr e vale a pena tentar, nesta retrospectiva de fim de ano, reunir alguns elementos que caracterizam a nova identidade do Dampyr (também bem resumida pelo novo curador, Gianmaria Contro, em seus editoriais e nas postagens no Facebook na coluna "O curador responde"). 
 
O ano de Dampyr divide-se essencialmente em duas partes: até à edição 300 (com o desdobramento da 301), temos o desfecho de algumas das tramas tecidas por Mauro Boselli nos últimos anos (mas muitas ainda permanecem e, a partir de janeiro, com a edição 310, o co-criador de Dampyr retoma algumas delas), com uma história dupla desenhada por Stefano Andreucci e Michele Rubini em Dampyr 298-299, que conduz, como já aconteceu antes nas outras edições do centenário, à apoteose da edição 300, que tem uma espécie de desdobramento ao marcar o primeiro regresso dos nossos personagens a Praga em Dampyr 301, por Giorgio Giusfredi (braço direito de Boselli nos últimos anos na equipe editorial e co-editor de Dampyr até à edição 300) e Michele Cropera, o novo capista depois de Enea Riboldi nos ter deixado com a sua última capa.
 
A partir do Dampyr 302, Contro assumiu a curadoria e espalhou pistas e pequenos sinais de uma nova direção e novos enredos, tanto nas edições que ele mesmo escreveu (302, 303 e 308) quanto nas escritas por outros (304, 305, baseadas em uma história minha e de Claudio Falco; 306, de Giovanni Eccher; e 307, de Luigi Mignacco), como já tive a oportunidade de destacar na resenha da edição 308, O antigo marinheiro.


Este número 309, escrito pelo estreante em Dampyr, Gigi Simeoni, e ilustrado por uma coluna da série, Dario Viotti, confirma as características da curadoria de Contro. Outra história independente que introduz as sementes de novos caminhos e apresenta aos nossos heróis inimigos a serem derrotados de uma forma não convencional, por vezes com sucesso parcial (este é essencialmente o caso de todos os inimigos enfrentados nas edições 301 a 309, com a exceção parcial da dupla Falco/Del Campo, baseada numa história minha, que, no entanto, foi aprovada e escolhida pelos editores anteriores, e as intervenções de Contro limitaram-se a algumas breves referências nas páginas finais da Dampyr 305).
 
Resumindo a história do D-Day: durante a era nazista, um mestre da noite desconhecido transforma combatentes da resistência francesa em não-mortos escravos do nazismo. Esses mesmos não-mortos retorrnam ao presente, e cabe a Harlan e seus companheiros resolver a situação. Eles são guiados, como frequentemente acontece, por Caleb Lost, e são contatados na zona de desembarque do Dia D por um novo personagem, outro aliado de Caleb da tribo Amesha que se desloca por aquele território, mas que também possui mobilidade limitada. 
 
 
Uma história clássica por se mesma, mas agora sabemos que nas histórias da nova era domina o método "variatio", um conceito típico da literatura latina ou grega antiga, quando, sobre um modelo/história/mito bem conhecido, o autor de períodos posteriores intervém, recontando-o, mas inserindo variantes que são válidas em si mesmas, mas também mais apreciadas quando comparadas com o arquétipo clássico.
 
Levando tudo em consideração, Dampyr continua sendo uma história em quadrinhos de ação e mistério, e acredito que Gianmaria Contro está simplesmente tentando dar seu próprio toque ao gênero, respeitando o personagem original de Boselli e Colombo. 
 
Para descrever as novas funcionalidades, preciso dar spoilers, então primeiro falarei sobre os desenhos de Viotti e depois entrarei na zona de spoilers.


Viotti é uma coluna da série Bonelli há muito tempo, tendo sua estréia ocorrido há mais de 100 edições e, agora (com este Dampyr 309), já soma 10 edições em que deixou sua marca, muitas das quais ligadas à saga Taliesin, com a qual estreou em Dampyr 196, As Presas de Annwn.
 
Viotti é um autor reconhecido, com um estilo próprio que lembra certas produções francesas, mas neste caso foi desafiado a aplicar sua arte em uma história sombria, nebulosa e predominantemente noturna. E o resultado é notável. A névoa dos mestres da noite é um elemento visualmente bem construído, e as cenas mais escuras e aterrorizantes alcançam os resultados desejados, em parte devido ao contraste com as poucas cenas diurnas, onde ele pode dar maior liberdade às linhas de luz e à passagem dos raios. A predileção de Viotti pela arquitetura e cenários do norte da Europa também é evidente, retratada com detalhes que não são meros enfeites, mas refletem um senso de realismo. As cenas que giram em torno do D-Day são belíssimas, em parte porque o roteiro de Simeoni dá o devido peso a Harlan, Kurjak e Tesla, e a vitória deles exige um comprometimento imprevisível. Viotti nos faz sentir o esforço e o sofrimento de nossos heróis, já esplendidamente antecipados na capa de Michele Cropera.

E agora, entrando na zona de spoilers com algumas perguntas sobre certas escolhas narrativas.
 

Primeiramente, assim como na edição anterior, Harlan e sua equipe estão lidando com uma anomalia no gênero Mestres da Noite. Xaphan (o nome do Mestre da Noite de Simeoni) opera em um nível psíquico, não possui corpo próprio e é duplamente parasita, já que, além de se alimentar de sangue, ele precisa de um corpo que deve possuir psiquicamente. É uma idéia original, mas plausível, considerando quantas vezes o próprio Harlan já literalmente se colocou no lugar de outra pessoa no multiverso, inclusive através de seus poderes Dampyr.
 
Segundo elemento narrativo que vale a pena destacar (mas aqui é uma confirmação): derrotar os 'novos' inimigos está longe de ser garantido para Harlan e companhia. Eles sempre correm o risco de perder a pele (e, neste caso, é quase literal para Tesla). 
 
Terceiro ponto. E sobre isso, tenho mais perguntas do que dúvidas. Por que Kurjak não vai imediatamente em uma missão com Harlan e Tesla? Ele realmente tem algum tipo de síndrome pré aposentadoria? Parece-me um pouco fraco, mesmo que sua aparição repentina para salvar os dois amigos seja bastante eficaz e lembre várias intervenções de outros parceiros em auxílio de Tex.
 
Resumindo, mais uma edição de Dampyr que encerra este ano de mudanças para a série de caçadores de vampiros em grande estilo e continua a dar pistas sobre novos desenvolvimentos para a série. 
 
 
 
Crítica publicada no site: www.fumettiavventura.it  

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

 
O QUE ESPERA POR DAMPYR EM 2026
 
 

Caros Dampyrianos,
 
2025 foi um ano interessante, não acharam? À sombra do conflito em curso entre Harlan Draka e a ninhada mortal de vampiros & afins, vimos - ou vislumbramos - vestígios e pistas de um novo universo tomando forma... Novos adversários (mas também aliados imprevisíveis) entraram em cena, e ameaças vagas pairam como sombras sobre o Dampyr e seus companheiros Tesla Dubcek e Emil Kurjak, mas por agora... temos outras coisas com que nos preocupar! 
 

A estrada que nos conduzirá através do inverno rigoroso de 2026 até o limiar do verão não é menos traiçoeira e reserva diversas surpresas que esperamos que proporcionem a dose certa de adrenalina à sua leitura...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

 
Uma visão de Ann Jurging!
Dampyr 86 - A casa sobre o abismo do mundo (história de Mauro Boselli com desenhos de Luca Rossi)

sábado, 24 de janeiro de 2026

 
Quase 100 anos depois, Godwin Brumowski reencontra Kurt Gruber. Gruber só pode ter sido vampirizado especula Brumowski. E o que o deixa mais impressionado é como ele caminha de dia, sem sofrer com a luz do sol. Então ele parte para o Himalaia. Abaixo, a mais de 3.800 metros de altitude acontece o encontro entre os dois. 
A perfeição do traços de Bocci impressiona!
Dampyr 129 - O templo sobre o Himalaia (história de Luigi Mignacco com desenhos de Alessandro Bocci)
 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

 
Alguns membros do alto escalão da polícia infernal estão lutando entre si, pelo poder. E nesse meio, está Harlan Draka, que todos desejam eliminar.
Para ajudá-lo nessa difícil empreitada, vem direto da Escola Negra, a escola infernal, o Marechal Vapula, expert na arte da guerra.
Dampyr está na Livraria Obrazek, quando de repente uma  ventania aparece do nada... após a calmaria ele percebe uma carta endereçada a ela, e parte para encontrar o Marechal em um ponto da Ilha de Kampa.
Dampyr 252 - A rainha da Babilônia (história de Mauro Boselli com desenhos de Fabrizio Longo) 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

 
Dampyr 311
O meu nome é Janet Horne
De Mauro Boselli com desenhos de Luca Rossi 
 

domingo, 18 de janeiro de 2026

 
Direto da Preview 123:
 
Dampyr 312
Canto noturno
De Luca Barbieri com desenhos de Andrea Del Campo
Capa de Michele Cropera
Março/2026 
 
Fordlandia... um povoado industrial perdido na selva amazônica, hoje em ruínas que alguém gostaria de trazer de volta à vida. Entre as sombras da floresta, tem alguém ou alguma coisa - que não gosta da agitação e dos desdobramentos deste empreendimento... É uma presença que nasce no coração de uma lenda... a da vampira de Belém!  
 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

 
Dampyr 309
D-Day
 
Crítica do Dampyr de Gianmaria Contro e Max Avogadro
  
Gigi Simeoni estreia em Dampyr com uma personalidade forte, entrando em cena com presença e ritmo para retratar os personagens com nuances e detalhes muito pessoais, sem comprometer os fundamentos da coleção.
 
Por um lado, apresenta um novo Mestre da Noite - uma entidade psicológica desprovida de corpo físico - e, junto com ele, uma nova Amesha, que habita em Alençon. Por outro, situa a história em 1944, nas praias da Normandia, inserindo Harlan, Tesla e Kurjak em um contexto de guerra que evoca abertamente a atmosfera de guerrilha já explorada pelo autor em sua obra A corrida do lobo (Le Storie edições 76-78). Um retorno à ferocidade do nazifascismo, porém filtrada pela atmosfera fantástica de Dampyr, como é tradição na série.

O resultado é uma história de ritmo acelerado, quase compulsiva em sua alternância de confrontos, perseguições e emboscadas, na qual o contexto histórico rapidamente se torna pano de fundo.

A trama flui bem, sem grandes picos emocionais, mas com uma simplicidade subjacente que torna o episódio agradável, não por reinventar Harlan, mas por tentar - de forma decisiva - criar um tom diferente para o personagem. Uma trajetória pessoal que poderia ser interessante, se tivesse espaço para se desenvolver, e que, por ora, representa uma experiência única, ao mesmo tempo prazerosa e alienante.
 
 

Publicado originariamente no site: www.ubcfumetti.com

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

 
Dampyr 309
D-Day
de Gigi Simeone com desenhos de Dário Viotti

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

 
Um inimigo buscando vingança! Os moradores do Teatro dos Passos Perdidos estão sendo observados. Nesse meio tempo, Praga está sob chuva intensa. A Ilha de Kampa está inundada. 
O bom demônio Nikolaus está com sua cervejaria fechada e ainda tem tempo para uma "travessura" com os bombeiros! Mas tudo isso o está incomodando... então ele vai se encontrar com Caleb Lost!
Dampyr 50 - O doutor cinderela (história de Mauro Boselli com desenhos de Luca Rossi) 

sábado, 10 de janeiro de 2026

 
Dampyr 311
O meu nome é Janet Horne 
de Mauro Boselli com desenhos de Luca Rossi
Capa de Michele Cropera
Fevereiro/2026

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

 
O bom demônio Nikolaus, por Nicola Genzianella!

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

 
Dampyr 308
O antigo marinheiro
 
Crítica do Dampyr de Gianmaria Contro e Max Avogadro
 
Gianmaria Contro talvez tenha escrito seu melhor Dampyr, inserindo com sucesso mais um exercício estilístico no contexto da série sem distorcê-la, mas sim conferindo-lhe corpo, força e coerência narrativa. O resultado é uma história que, apesar de sua construção conceitual, encontra um sólido equilíbrio entre forma e conteúdo.
 
A história se desenrola em múltiplos níveis, tecendo uma densa rede de homenagens, citações e referências que Contro domina com maestria. Isso se aplica não apenas ao texto, mas também à direção e aos planos, que Max Avogadro aplica com um toque realista e eficaz. Tudo isso cria um contexto cativante, onde o espaço narrativo confinado amplifica a tensão e transforma a experiência em uma história com uma atmosfera nitidamente de terror. 
 
Há algumas falhas, com alguns excessos estilísticos e alguns atalhos narrativos que aqui e ali se mostram irritantes, mas a escrita de Contro quase sempre consegue compensá-las. Sua escrita autoconsciente sustenta de forma suficiente uma operação pós-moderna que contamina e fascina, enquanto permanece a serviço da história. 
 
Vale destacar também a introdução de um novo vilão, Albert Aloysius Swmberne: durão, inteligente e com um potencial notável. As motivações que justificam seu retorno (e seu exílio anterior) parecem fracas, provavelmente devido ao número limitado de páginas, que impede seu desenvolvimento completo.
 
O álbum, no entanto, repousa sobre uma ambiguidade estimulante: por um lado, o desejo de levar o Dampyr a novas linguagens; por outro, algumas falhas estruturais que atenuam sua força. Harlan, Tesla e Kurjak trabalham muito bem, assim como a obra de Avogadro, que, apesar de algumas incertezas nas composições, cria atmosferas poderosas e algumas páginas de extraordinária intensidade visual.
 
 
Publicado originariamente no site: www.ubcfumetti.com 

domingo, 4 de janeiro de 2026

 
Dampyr 310
Nas bancas italianas: 03/01/2026
História: Mauro Boselli
Desenhos: Luca Rossi
Capa: Michele Cropera  
 
Slains Castle, noroeste da Escócia. Lar de aparições e presenças inquietas desde pelo menos o século XVIII... Para Harlan e Kurjak, é o portal para Janet Horne, a última mulher executada por bruxaria nas Ilhas Britânicas. E ela talvez seja a chave para algo mais sombrio; algo faminto, à espreita na escuridão, aguardando sua presa...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

 
Mais um ano se inicia e estaremos juntos com o Caçador de vampiros e seu time! A partir do número 301, tivemos uma virada de página na série e agora temos novo curador e nova quantidade de páginas. Tudo seguindo de acordo com tradição dampyriana!
Vida longa a Dampyr!
 
 
Capas do 301 a 310!