sexta-feira, 14 de outubro de 2022

 
O Filme de Dampyr
ENTREVISTA COM O GIOVANNI GUARDI, SUPERVISOR DA TRILHA SONORA
 
Chega nos cinemas no dia dia 28 de outubro, Dampyr, o primeiro filme  é primeiro filme produzido pela Bonelli Entertainment com a Eagle Pictures e Brandon e Box. Continuamos com entrevistas exclusivas dessa feita será com o supervisor da trilha sonora Giovanni Guardi.


Na sexta-feira, 28 de outubro, finalmente chega aos cinemas italianos Dampyr, o filme que adapta para a grande tela, as aventuras do personagem criado por Mauro Boselli e Maurizio Colombo e há mais de vinte anos é publicado pela Sergio Bonelli Editore.
 
Primeiro filme feito diretamente pela Bonelli Entertainment, o braço multimídia da Sergio Bonelli Editore, junto com Eagle Pictures e Brando Box, Dampyr viu muitas pessoas no set e nos bastidores trabalhando. Por isso, decidimos realizar um série de entrevistas que nos acompanharão até o lançamento do filme, para dar uma visão o mais completa possível do grande trabalho por trás de uma produção cinematográfica tão importante.
 
O convidado da vez é Giovanni Guardi, supervisor da trilha sonora que, antes de seguir o projeto Dampyr, trabalhou nos filmes de grandes nomes do cinema italiano como: Gabriele Muccino, Matteo Garrone, Francesca Comencini, Ferzan Ozpetek e Nanni Moretti.
 
 
- Você supervisor da trilha sonora de Dampyr, não o compositor das músicas originais. Nos explique brevemente em que consiste seu trabalho? 
Por um lado cuido da supervisão e organização da obra do compositor, por outro lado ajudo e coordeno a questão das licenças necessárias para utilizar as músicas existentes que o diretor decidiu incluir no filme. Para Dampyr, sendo o diretor Riccardo Chemello em sua primeira experiência, não havia compositor de referência e, portanto, tivemos que procurar o certo. Bem antes do início das filmagens, pedimos a jovens e promissores compositores uma audição com base na instrução do diretor, e foi assim que Lorenzo Tomio entrou no projeto. 
 
- Dampyr combina a música original assinada por Lorenzo Tomio com algunas peças de repertório. É difícil encontrar o equilíbrio certo entre um e outro ao criar a trilha sonora de um filme? 
É sempre um grande desafio encontrar a mistura certa, cada filme é uma entidade em si e, portanto, não há regras. Para Dampyr não sentimos grande necessidade de usar o repertório, então são apenas duas músicas uma de Lou Reed e outra de An Emotional Fish - enquanto o resto é todo trabalho de Tomio.
 
 
- Dampyr é um filme de terror, mas também é um verdadeiro cine-comic. Como você mistura duas almas tão diferentes para criar uma composição original e peculiar na trilha sonora? 
Pergunta difícil, que Tomio talvez saiba responder melhor do que eu. Posso dizer que Dampyr é realmente um projeto muito original para o cinema italiano, mas tínhamos filmes de gênero e adaptações de quadrinhos bem em mente, então sabíamos quais caminhos seguir e quais parâmetros musicais estabelecer.



Entrevista concedida a Alberto Cassani

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

 
O Filme de Dampyr
ENTREVISTA COM O CENÓGRAFO LUIGI MARCHIONE
 
Nos cinemas dia 28 de outubro, Dampyr é primeiro filme produzido pela Bonelli Entertainment com a Eagle Pictures e Brandon e Box. Nossa série de entrevistas exclusivas dessa feita se concentra no trabalho do cenógrafo Luigi Marchione.
 
 
Na sexta-feira, 28 de outubro, finalmente chega aos cinemas italianos Dampyr, o filme que adapta para a grande tela, as aventuras do personagem criado por Mauro Boselli e Maurizio Colombo e há mais de vinte anos é publicado pela Sergio Bonelli Editore.
 
Primeiro filme feito diretamente pela Bonelli Entertainment, o braço multimídia da Sergio Bonelli Editore, junto com Eagle Pictures e Brando Box, Dampyr viu muitas pessoas no set e nos bastidores trabalhando. Por isso, decidimos realizar um série de entrevistas que nos acompanharão até o lançamento do filme, para dar uma visão o mais completa possível do grande trabalho por trás de uma produção cinematográfica tão importante.
 
Desta vez conversamos sobre a mistura do cinema e quadrinhos com o cenógrafo Luigi Marchione, que antes de Dampyr teve oportunidade de trabalhar nos sets de importantes filmes italianos e internacionais como "O ofício das armas" de Ermano Olmi, "Juventude" de Paulo Sorrentino, "Assassinato no Expresso do Oriente" de Kenneth Branagh e "A Múmia" com Tom Cruise.
 
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- Como nossos leitores não são necessariamente especialistas em cinema, você poderia explicar em termos gerais em que consiste o trabalho de um cenógrafo? 
O termo significa "desenhista da produção", mas em seu significado literal é difícil relacionar com o papel nos dias de hoje. No começo ele era quase um funcionário, visualizando o que estava escrito no roteiro por conta da produção. Os primeiros "desenhistas da produção" vieram da pintura, porque na época os cenários eram pintados; hoje, por outro lado, estamos cada vez mais especializados no sentido tecnológico. 
 
No nosso trabalho, o conhecimento da História da Arte e da Arquitetura é muito importante, permite-nos inverter e revisitar o cenário, dar-lhe uma interpretação própria. Mas então é essencial poder representá-lo graficamente.
 

- Mas o trabalho de cenógrafo também é influenciado pelos quadrinhos, certo? 
Todas as pessoas que trabalham no cinema com tarefas de representação de imagens, os chamados "artistas conceituais", têm em sua mesa um livro com ilustrações de Frank Frazeta e outro com obras de Sergio Toppi, dois autores que tiveram uma marca intensa e à sua maneira igualmente excepcional. 
 
Claramente, cinema e quadrinhos são produzidos totalmente diferentes, mas têm uma coisa fundamental em comum: uma síntese. Uma síntese que tenta trazer até mesmo para os filmes em que trabalho, sem muitas frescuras. 
 
Os quadrinhos também me ajudam a imaginar como inserir o personagem no que o cerca, pois uma arquitetura cênica também tem sua função baseada no movimento do ator e na cor e forma do figurino que ele veste. Afinal, o corpo humano também é arquitetura. 
 
 
- Além da síntese, o que você colocou de seu, em Dampyr?  
A irregularidade. Nossa beleza é justamente o fato de sermos imperfeitos, e a arquitetura também. É precisamente isso que nos atrai. Uma parede vazia é contada através de suas imperfeições: uma pintura que não existe mais, um prego que foi removido... É assim que ela se transforma em personagem. 
 
 
Entrevista concedida a Alberto Cassani
 


 
 
 
Matéria publicada originariamente no site: www.sergiobonellieditore.it

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

 
 
Cena de Dampyr - O filme. Frida Gustavsson interpreta Tesla.
 

sábado, 8 de outubro de 2022

 
O Filme de Dampyr
ENTREVISTA COM MAURO BOSELLI
 
Primeiro filme produzido pela Bonelli Entertainment com a Eagle Pictures e Brandon e Box, Dampyr estreiará dia 28 de outubro, Mauro Boselli abre nossa série de entrevistas exclusivas com a equipe e produtores contando o quanto ele se envolveu.
 

Na sexta-feira, 28 de outubro, finalmente chega aos cinemas italianos Dampyr, o filme que adapta para a grande tela, as aventuras do personagem criado por Mauro Boselli e Maurizio Colombo e é publicado pela Sergio Bonelli Editore desde a primavera de 2022.
 
Primeiro filme feito diretamente pela Bonelli Entertainment, o braço multimídia da Sergio Bonelli Editore, junto copm Eagle Pictures e Brando Box, Dampyr também viu o próprio Boselli pessoalmente envolvido. Deixamos que ele nos contasse como se deu a adaptação e o trabalho de roteiro dentro das paredes da redação da via Buonarroti.
 
Esta a primeira de uma longa série de entrevistas que nos acompanharão nestas páginas até o lançamento do filme, para dar uma visão mais completa possível do grande trabalho por trás de uma produção cinematográfica tão importante. As fotos que acompanham o artigo são de Gianfilipo De Rossi.
 
- Dampyr é o primeiro filme feito pelo Bonelli Entertainment. Inicialmente, os leitores do quadrinho ficaram um pouco receosos, pensando nas versões cinematográficas feitas por outros a partir de nossos personagens. Você, por outro lado? 
Para ser sincero, sempre achei a história de "O filho do diabo", publicada nos dois primeiros álbuns e escrita por mim e Maurizio Colombo, era muito adequada para o cinema; nas mãos de um bom roteirista e um diretor capaz sairia um bom filme. E de fato, os resultados provaram que eu estava certo, indo além das minhas expectativas. 
 
Claramente, nos últimos anos também tive dúvidas, porque fazer um filme não é como fazer uma história em quadrinhos. Você escreve um quadrinho em seu quarto, você passa para o desenhista que também o desenha no recinto de seu quarto; as páginas são vistas juntas, são passadas para o letrista, os erros são corrigidos e em poucos meses o trabalho está finalizado. Para um filme, por outro lado, há várias incógnitas, porque não há apenas a idéia: entre dizer e fazer há um meio termo na escolha de atores, cineastas, orçamento, locações... Os realizadores  serão fiéis a história que eu e Maurizio criamos? 
 
Essas foram as dúvidas que martelavam na minha mente, porém, como disse, pensei que, colaborando com pessoas inteligentes e de confiança, se poderia obter um bom resultado. E milagrosamente - porque você nem sempre tem a sorte de conhecer as pessoas certas - isso, na minha opinião, se tornou realidade. Então veremos o que os expectadores vão dizer a partir de 28 de outubro, principalmente aqueles que já conhecem a história em quadrinhos Dampyr e podem, espero, dizer que a Bonelli trouxe um de seus quadrinhos para o cinema sem trair o personagem!

 
- Além de seu o autor do tema do filme, você também escreveu o roteiro junto com Giovanni Masi, Mauro Uzzeo e Alberto Ostini. Como seu deu a sua colaboração? 
Como disse, a história minha e de Colombo já estava pronta, sujeita às normais adaptações ao meio cinematográfico. Eu escrevi um "roteiro", que foi principalmente seguido pelos escritores e parcialmente não. Então peguei o roteiro escrito pelos outros três autores e, com a colaboração de outras pessoas da editora, incluindo Michele Masiero e Vincenzo Sarno, fizemos cortes, acréscimos, alterações, o que levou a um resultado final ainda mais próximo do original, do que era no início. Durante as filmagens, algo permaneceu, algo mudou, mas isso é normal. 
 
 
- Então o resultado final te convenceu? 
Sim. É claro que que não sou diretor, mas já vi muitos filmes. Talvez haja a cena em que todos nós cinéfilos pensamos "Ah, eu teria feito diferente", mas quando assisto a um filme, leio um livro ou leio um quadrinho não me envolvo nesses detalhes, vou na onda da narração sem levantar dúvidas. Se o produto é bom, seja claro. Caso contrário, vejo as falhas e elas me perturbam.

Neste caso, após os primeiros minutos, mergulhei na história e nem percebi que estava assistindo a um filme baseado em algo que havia escrito. Parece-me um resultado positivo. Eu nunca pensei "Oh, meu Deus, não!"... Isso nunca aconteceu, na verdade eu gostei e em alguns casos até me emocionei. Espero que o mesmo aconteça a partir de 28 de outubro aos espectadores do filme Dampyr.

Entrevista concedida a Alberto Cassani
 
 


 

Matéria publicada originariamente no site: www.sergiobonellieditore.it

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

 
Página do Dampyr 271 - Os espectros de Younghal
História de Mauro Boselli e Nicola Genzianella

terça-feira, 4 de outubro de 2022

 
Estranhas e macabras aparições, horripilantes, secretas...


OS ESPECTROS DE YOUGHALL
Dampyr 271
Nas bancas italianas: 04/10/2022
História: Mauro Boselli
Roteiro: Mauro Boselli
Desenhos: Nicola Genzianella
Capa: Enea Riboldi
 
Youghall é uma cidade melancólica na costa irlandesa, onde Maud Nightingale Fred Richards tiveram um caso de amor fugaz na juventude. Mas em Youghall, Fred desaparece misteriosamente! Maud e Harlan tentam localizá-lo, na decadente cidade onde parece que uma série de manifestações fantasmagóricas estão ocorrendo... E, no entanto, os fantasmas não são o maior perigo que se esconde entres as antigas casas de Youghall...


 
Publicado originariamente no site: www.sergiobonellieditore.it

domingo, 2 de outubro de 2022

 
Série: Dampyr 259
Episódio: O olho do inferno
Textos: Marco Febbrari e Mauro Boselli
Desenhos: Majo e Dario Viotti
Capa: Enea Riboldi
Letrista: Luca Corda
Páginas: 96 
Editora: Bonelli, 10-2021
 
 
 
 
Claire Thibaud, bibliotecária da cidade de Montmajor, pediu ajuda a Caleb para seu assistente, o professor universitário Daniel Marchal. Em sua pesquisa, o jovem está refazendo os passos de seu pai, o conhecido estudioso Olivier, que parece ter descoberto um refúgio secreto dos Cavaleiros Templários na região. Desde que investigou esta descoberta, Daniel tem sido assombrado pelo pesadelo recorrente de um homem com um rosto perturbador, que Harlan reconhece como Vassago, o demônio das coisas perdidas. 
Chegando a Providence, Harlan, Kurjak e Tesla vão com Daniel e sua amiga Margot para um porão sob as ruínas de um mosteiro, onde encontram os restos de um matadouro de um Mestre da Noite. Aqui Harlan tem a visão da vampira Azara, que fez de seus escravos alguns cavaleiros templários envolvidos no transporte do tesouro da ordem; os cavaleiros foram então ajudados em sua fuga por Vassago, na época inquisidor e inimigo de Azara, que estava interessado em um artefato em particular, o Olho do Inferno, através do qual parece que criaturas infernais podem ser reconhecidas.
 

Enquanto isso, Caleb descobre que Azara é a mais jovem dos Mestres, criada pessoalmente por Dagda e iniciada em muitos de seus segredos. Ela viveu por um longo tempo sob a asa de Erlik Khan, depois entrou na ordem dos Templários. Após a morte de Dagda, ela partiu em busca de suas invenções perdidas em todo o mundo e, no século XIV, encontrou o Oculus na Península Arábica, talvez escondido por Vathek.
Os nossos encontram-se no meio de um novo encontro entre Azara e Vassago, e terá que trabalhar para libertar Claire e Margot, feitas prisioneiras, mas não antes de decidir de que lado ficar. 
 
Febbrari e Boselli criam uma emocionante história de aventura, cuja primeira parte corre entre buscas e flashbacks de confrontos passados entre o demônio e a vampira. O final tem um desenvolvimento inesperado no compromisso que Harlan deve aceitar para obter o conselho de Amber, que quer salvar sua imã Azara. Harlan aceita, sabendo que Caleb não ficará feliz com isso, mas reivindicando sua liberdade de escolha, já que o Amesha não é seu "mestre". A personagem de Azara é muito promissora, permitindo que os roteiristas mostrem um pequeno vislumbre da misteriosa vida dos Mestres quando chegaram à Terra, quando o mais sábio deles, o idoso Dagda, ainda estava vivo.
 

Muitos sugestivos, como sempre, os desenhos de Majo, que realiza uma introdução ambientada em 1100. A história contemporânea é, por sua vez, criada graficamente por Viotti, que tem uma linha muito precisa e limpa, como é particularmente evidente nas barbas, nas madeiras dos navios, nas vestimentas. Os rostos são claros e precisos, com expressões muitas vezes dramáticas pelo uso habilidoso de luzes e sombras. As páginas criadas pelo desenhista apresentam muitas vinhetas duplas e até algumas quádruplas, nas cenas mais intensas e cenográficas.  
 
 
 
Publicado originariamente no blog: www.ilcatafalco.blogspot