terça-feira, 17 de novembro de 2015



CRÍTICA - DAMPYR
Número: Especial nº 11
Episódio: O Livro do Tempo Perdido
Argumento: Claudio Falco
Roteiro: Claudio Falco
Desenhos: Fabio Bartolini
Capa: Enea Riboldi
Letrista: Luca Corda
Mês: 10-2015
Colorido: Não
Páginas: 160
 
Mais uma vez esse ano, teremos Dampyr Especial; com uma história de Claudio Falco que nos mostrará um Harlan que, já velho, reviverá o seu passado aventureiro, marcado também por acontecimentos dolorosos, como a perda dos amigos mais queridos.
 
Na livraria com antiguidades gerida por Harlan, aparece um estranho misterioso que deixa um grosso livro, apresentando-lhe como o "livro do tempo perdido" de sua vida. De repente, o nosso herói se encontrará envelhecido, a percorrer as ruas de uma Praga que não conhece mais, acompanhado somente das recordações de uma longuíssima vida dedicada à caça dos Mestres da Noite. 
A primeira recordação que aflora é a coragem do amigo fraterno Kurjak, que escolheu morrer como soldado, recusando-se ser transformado num vampiro. Na sequência, o trágico fim de Ljuba que, uma vez que ficou adulta, revive a ameaça do demônio Thorke e não consegue aceitar a revelação de seu passado e sobre seu alter ego Lisa, refugiando-se nas drogas.
Harlan Draka teve que assistir também a perda de Ann Jurging e de muitos outros amigos, não somente humanos, para chegar, enfim, a ter que chegar a um acordo com o outro Dampyr, o filho de Mordha, mais egocêntrico e menos interessado em livrar o mundo de ameaças sobrenaturais.
 
Ótimo trabalho do hematólogo Claudio Falco que, por óbvias razões profissionais, pode "gozar" de um ponto de vista privilegiado sobre o fim da vida (e quanto longa pode ser aquela de um dampyr) e então propõe uma aventura que, caracterizada por uma forte melancolia, respeita plenamente a psicologia dos personagens destacando as qualidades e fraquezas.
As páginas de Fabio Bartolini são claras e ordenadas, agradáveis de se ver; muito curiosa a escolha de fazer aparecer luminoso o "mundo dos vampiros", onde habita o pai de Harlan, contra um mundo real escuro e com sombras.
 
 


Crítica publicada originariamente no blog: www.ilcatafalco.blogspot.it

domingo, 15 de novembro de 2015


O DESEJO DE VINGANÇA!
Somente o desejo de vingaça, faz um homem querer enfrentar uma vampira. Radovan viu sua mãe ser morta por Tesla, na época escrava de Gorka! Se salvou, porque sua mãe o jogou no rio e a correnteza o levou para longe. Passados muitos, anos Radovan viu Tesla numa foto de jornal, e ficou incrédulo. Ela não envelheceu... partiu para Praga. Conseguiu encontrá-la, e, resolveu enfrentá-la! Quer vingar sua mãe! Percebeu que aquilo que ouviu falar sobre como enfrentar vampiros, não funciona com nossa vampira.
Tesla tentou alcançá-lo e, não conseguindo, retorna imediatamente ao Teatro dos Passos Perdidos, para contar o acontecido a Harlan e Kurjak. Harlan lembra, que um rapaz esteve na Livraria Obrazek e, perguntou-lhe sobre como matar vampiros. A pequena Ljuba ajuda, ao comentar, sobre um vídeo que está circulando no Youtube, sobre um rapaz que pulou no Moldavia. Radovan é reconhecido imediatamente. Tesla será a isca... já estão prontos para caçá-lo!
Desenhos de Arturo Lozzi - Dampyr 167 - Ódio Implacável.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015


BULLYING!
Pobre Jo-Beth... foi vítima da brincadeira sem graça de Danny! Os meninos no ônibus tendo que comer um horroroso! Essas ações têm uma causa! O demônio andarilho, proveniente da Dimensão Negra, que está na pequena Winter. Com ele na região todo o mal que habita nas pessoas está vindo à tona! Uma tempestade de proporções gigantesca está para desabar... Dampyr e o Amesha Anyel já estão no local, para restabelecer a ordem!
História escrita a quatro mãos: Rita Porreto e Silvia Mericone (estreiantes no mundo dampyriano). Os desenhos são de Nicola Genzianella.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015


CRÍTICA - DAMPYR

Número: 187
Episódio: Dartmoor
Argumento: Mauro Boselli
Roteiro: Mauro Boselli
Desenhos: Fabiano Ambu
Capa: Enea Riboldi
Letrista: Luca Corda
Mês: 10-2015
Colorido: Não
Páginas: 96

Também para o mês de outubro, nas bancas (italianas), uma aventura de Dampyr assinada por Mauro Boselli e ambientada numa misteriosa charneca da Grã-Bretanha onde, em meio à espessa neblina noturna, age a "Besta de Dartmoor", a feroz criatura que inspirou Conan Doyle em "O Cão de Baskerville".

Harlan e Kurjak estão envolvidos na busca de pistas sobre a "Besta de Dartmoor" e, enquanto perambulam pela charneca, encontram alguns policiais que estão procurando um criminoso que fugiu da prisão local.
Ao mesmo tempo, a médium Maud Nightingale, organizou um ghost tour no local e, reunidos os participantes em um pousada característica, se prepara para uma sessão espírita. A invocação está prestes a ser interrompida por um intruso que colocará Maud e seus clientes em perigo.
Antes de conseguir socorrer a amiga, Harlan deverá não somente enfrentar a Besta, mas também resolver o mistério da aparição de uma casa sem janelas e portas que "sugou" o detetive Simon Fine.

Boselli confirma a sua habilidade em manter a tensão narrativa mantendo ao máximo a atenção do leitor, também graças aos diálogos bem conduzido e que permitem a todos os personagens, também os coadjuvantes, de participarem da ação.

O estilo de Ambu, embora pareça menos reconhecível, é de qualquer forma fortemente evocativo nas atmosferas aterrorizantes da história, particularmente os primeiros planos, onde as feições são distorcidas pelo medo e a loucura.


Matéria publicada originariamente no www.ilcatafalco.blogspot.it

sábado, 7 de novembro de 2015


Lucca Comics & Games 2015, Sergio Bonelli Editore: A nova temporada de Dampyr

Giorgio Giusfredi apresentou na Lucca Comics  & Games 2015, na qualidade de vice de Mauro Boselli, sobrecarregado pelos compromissos, o painel dedicado a Dampyr. O autor e editor da Toscana, nascido na cidade que hospeda a Torre Guinigi, segurou simpaticamente a platéia na ausência imprevista, com uma citação aos inimigos do protagonista: 

"Mauro não pode vir porque o trabalho se faz premente e tinha que escrever algumas páginas para Dampyr, mas está em contato comigo, como um Mestre da Noite, através  de  seu  material orgânico contido no meu anel. Direi e farei apenas o que ele quer."

Em seguida, deu um anúncio inesperado que será extremamente prazeiroso a todos os fans dos Matadores de Vampiros, assim como foi para o público da Sala Tobino: O retorno de Maurizio Colombo, co-autor junto com Boselli, do Filho do diabo:

"É com enorme prazer que posso confirmar para vocês que Maurizio, depois de tanto tempo e do parêntese "Lamiah Vive!", que fez dois anos, retornou a escrever regularmente para Dampyr."

Giusfredi na sequência, introduziu alguns dos desenhistas do staff da coleção de horror da Sergio Bonelli Editore, começou por Claudio Stassi e Daniele Statella, que juntos com o colega Alessio Fortunato, apresentaram na feira, "Profundo Negro", o novo portfólio dedicado a Dampyr e aos monstros classicos do cinema.

A palavra então foi passada a um veterano do personagem, Nicola Genzianella, que recordou:


"Este ano, tenho a dizer-lhes, Dampyr completa 15 anos. Não são poucos, estou satisfeito com esse marco, que esperamos seja o primeiro de tantos.


[...] No ano que vem, veremos uma história minha ambientada em Cagliari, escrita por Boselli. Penso que sairá em abril. Tem haver com o Quarto Especial, desenhado por Maurizio Dotti: A viagem dos loucos. E posso dizer-lhes que Nergal retornará. [...] Agora estou trabalhando em uma história de Colombo. Será uma história breve de 32 páginas em uma grade muito mais livre, toda centrada em Tesla. Vocês verão em novembro de 2016, no primeiro Magazine de Harlan & Companhia."


No Magazine, haverá também uma história de Boselli e Paolo Bacilieri, cujo título é "O rei do lago", sobre o pintor falecido, John Bauer.

Novembro será um mês especial para Dampyr, porque a séria atingirá a marca de 200 números e teremos uma outra coluna da série, Mario Rossi, que "encarnará" uma história perturbadora e delirante de Boselli sobre Erlik Khan. Genzianella voltará na edição 201, trazendo de volta Sho-Huan e Black Annis em grande forma, ossos duros para os nossos protagonistas.

O autor Giovanni Di Gregorio, frisou o fato de quanto é divertido mas, desafiador Dampyr: 


"Dampyr faz os leitores literalmente viajarem pelo mundo, os faz conhecer lugares famosos e não usuais, tradições, folclore, sabores. Mas precisa documentar-se atentamente e talvez viajar, visitar os locais que aparecerão nas nossas aventuras. Se vai estar com Mauro Boselli que é uma enciclopédia ambulante, você não pode vacilar, porque o primeiro a te dispensar será ele. Contamos o mundo e a atualidade em termos crus, mas também em forma de romance, mas partimos sempre de uma base sólida. Há muitas referências aos elementos sócio-culturais do presente e do passado. Não parece que existam títulos da Bonelli que façam algo parecido.

[...] Tanto eu quanto Claudio Stassi vivemos em Barcelona, por isso pensamos em uma trilogia espanhola. Tivemos uma história contextualizada na metrópole catalã e a segunda na Galícia, que visitei e gostei muito, onde se encontra a Costa da Morte; que carrega o triste status de ser o local com o maior número de náufragos da história da humanidade. Será uma história de marinheiros e fantasmas, não de vampiros, em um ambiente duro e selvagem. Estou falando muito. Para o terceiro capítulo hispânico não tenho nada de definitivo."


Então tomamos conhecimento que Nicola Venanzettu e Daniele Statella estão cimentando uma história sobre a Ku Klux Klan, que se passará na América, enquanto Fabio Bartolini está desenhando uma história ambientada em Botswana.

O Dampyr de janeiro se intitulará "A sombra de Tziao Min". Contém, como podem intuir o retorno de um Mestre da Noite conhecido e será desenhado pela jovem Silvia Califano. Tem ligação com o Dampyr Especial - O livro do tempo perdido, ambientado no futuro. Em janeiro veremos se alguns dos eventos narrados no Especial, acontecerão realmente.

Giusfredi também antecipou:


[...] Luigi Mignacco e Andrea Del Campo, na primavera (européia), nos guiarão entre a desolação de Chernobyl, na cidade radioativa e fantasma de Prypiat, na Ucrânia.

[...] Como estão fechados e se fecharão ciclos fundamentais, como aquele da Dimensão Negra, outros se abrirão e que ampliarão a já rica continuidade. No verão (europeu) Dario Viotti, Marcello Mangiantini e Michele Rubini desenharão novos ciclos que envolverão o primeiro Dampyr: Taliesin.

[...] Veremos também o último Dampyr, Charles Moore, mas não posso acrescentar nada, para "não dar com a língua nos dentes". 

No que se refere o Especial finalmente, Fabrizio Longo desenhará  o primeiro assinado por Moreno "Zagor" Buratini. Será ambientado no inferno de Dante Alighieri, onde Moreno selecionou algumas passagens fundamentais para a trama. Procurou, com precisão, estar próximo da tradição iconográfica dantesca, mas com algumas variações.


Matéria publicada originariamente no site: www.badcomics.it

quinta-feira, 5 de novembro de 2015


Amanhã nas bancas italianas: Dampyr 188.


"As sombras se alongam na perdida Carcosa..."


A MARCA DE HORROR DE CARCOSA


História: Mauro Boselli
Roteiro: Mauro Boselli
Desenhos: Marco Santucci 
Capa: Enea Riboldi

Enquanto ecoam as enigmáticas estrofes da misteriosa "Canção de Cacilda", os atores do "Lortel Theatre" de Manhattan folheiam com as mãos trêmulas a cópia do "Rei do Horror", o lendário drama que conduz à loucura.Um velho filme mostra um homem sem memória que apareceu em Pripyat, na Ucrânia, que afirma vir da cidade imaginária de Carcosa. No cemitério de Père Lachaise, em Paris, Angélique Marais encontra um ser monstruoso que lhe pede a "marca do horror"! Que coisa está acontecendo? Realmente há alguma coisa de real nas fantasias literárias de Bierce, Chambers e Lovecraft? Existe a assustadora criatura conhecida como "Rei do Horror"? A Fraternidade Huen-Yuin quer realmente trazer de volta a Terra o culto dos Grandes Antigos? Cabe aos nossos heróis procurar descobrir, mas, enquanto Kurjak recebe a Pálida Máscara, Harlan mergulhará nas garras de uma amante infernal...


Matéria publicada originariamente no site: www.sergiobonellieditore.it

terça-feira, 3 de novembro de 2015


CRÍTICA - DAMPYR

Título: Dampyr 177 e 178
Episódios: Desaparecidos / Os Vagabundos do Infinito
História: Mauro Boselli
Roteiro: Mauro Boselli
Desenhos: Alessandro Bocci 
Colorido: Não
Capa: Enea Riboldi
Letrista: Omar Tuis
Páginas: 96 (cada edição)
Editora: Sergio Bonelli Editore












Faltava comentar essa aventura dupla na qual Harlan, Kurjak e o detetive Simon Fane, encontram-se na "Casa à beira do precipício do mundo" e vagam sem destino pelo Multiuniverso.

Desaparecidos:  Harlan e Kurjak encontram-se em Londres porque lhe foi confirmada a presença do mago Sho Huan (que foi apresentado aos leitores na história ambientada no Teatro Gran Guignol de Paris) que, através de sessões, consegue fazer com as pessoas se comuniquem com seus entes mortos, invocando-os fisicamente.
Além de se lançarem a a busca de pistas, os nossos caçadores de vampiros, têm um prazeiroso encontro com o cientista Zardek, que expõe algumas de suas teorias sobre pessoas desaparecidas. Se os interlocutores de Zardek não fosse experts em sobrenatural, estas teorias, considerar plausível o rapto por criaturas encantadas e viagens multidimensionais, pareceriam delírios de um louco, apesar de ser matematicamente comprovadas.
Graças a Shady, Harlan e Kurjak assistem a um espetáculo de Sho Huan, mas não conseguem capturá-lo quando encontram a moradia dele em Cardiff. Imediatamente percebem que se trata de uma casa capaz de viajar no Multiuniverso e, na primeira "parada", socorreram uma pobre mulher de monstruosas criaturas.

Os Vagabundos do Infinito: Enquanto viajam, enfrentando perigos, Harlan percebe que a misteriosa mulher que salvaram, conseguiu cativar Simon Fane, e não tarda reconhecê-la, é a vampira Lady Nahema. 
Para não sucumbir aos perigos das viagens multidimensionais, a vampira propõe uma trégua com os nossos heróis mas, apenas chegam ao vilarejo onde as Guardiães da Lei esconderam o jovem dampyr (nascido da união do Mestre da Noite Mordha com Joan), procura entregar o rapazinho a Sho Huan.

Mauro Boselli nesta aventura trouxe à tona, numerosos personagens que apareceram ao longo da série, conseguindo incluí-los no contexto. Também desta vez o autor destila na mesma aventura, diversos gêneros literários, do folclore ao suspense criminal, e até tiros em criaturas com tentáculos e homens peixe.
Desenhistas como Alessandro Bocci contribuem para dar prestígio e longevidade à série, às páginas são detalhadíssimas e limpas, embora tenha sido necessária uma versatilidade incrível para as ambientações e uma boa imaginação para dar um rosto e um corpo às criaturas das dimensões mais remotas.


Publicado originariamente no blog: www.ilcatafalco.blogspot.it