quarta-feira, 31 de julho de 2013


NICOLA GENZIANELLA NO PQEDITORE!


O PQEditore nos apresenta a última parte dedicada à edição "A Freira", história de Claudio Falco e desenhada magistralmente por Nicola Genzianella.

Antes de saudar nosso Dampyr em ação em Nápoles, deixamos vocês com a entrevista do desenhista da Lombardia, que soube reconstituir de modo impecável a única grande cidade italiana patrimônio da humanidade. (UNESCO)

Nos fale de sua formação
Nicola Genzianella: Depois do liceu científico, frequentei a Escola de Quadrinhos de Milão de 1986 a 1998.

Em qual escola gráfica você se inspira
Nicola Genzianella: Ao fim dos anos 80, comecei a ler revistas como L´Eternauta e Comic Art, descobrindo autores incríveis que influenciaram muito meu modo de desenhar. Artistas como Alberto Breccia (o maior), De La Fuente, Jimenez, Moebius, Mandrafina, somente para citar alguns, e todos os mais famosos desenhistas da escola italiana dos anos 60, 70 e 80 como Toppi e Battaglia, Tacconi, Capitanio, Gattia, Giardino, Uggeri, Milazzo sem esquecer Di Genaro que tive também a sorte de tê-lo como professor por um ano na Escola de Quadrinhos.

Qual é a marca registrada de seus desenhos 
Nicola Genzianella: Sempre usei uma técnica mista em que prevalece o pincel... gosto do desenho realista e rico de detalhes.

Nos fale de suas primeiras experiências
Nicola Genzianella: Por sorte e infelizmente a minha primeira experiência foi com um episódio de Zona X da Bonelli; infelizmente porque há pouco tinha deixado a Escola e não tinha talvez a bagagem necessária para enfrentar uma edição assim, e, o resultado foi apenas discreto; talvez também por isso não tive um seguimento. As minhas experiências sucessivas foram no campo publicitário. De 1994 a 1997 aportei em "O Intrépido", aonde tive uma continuidade.
Como foi o primeiro encontro com a Bonelli
Nicola Genzianella: Na realidade o primeiro verdadeiro encontro com a Bonelli foi em 1988 porque a Série Zona X, que eu citei antes, em 1990, foi seguida do EPIERRE de Gianni Bono. Fiz testes de vários gêneros para Antonio Serra, que me direcionou a Boselli para Zagor, mas não foi imediatamente, isso só aconteceu no outono daquele ano; quando fui inserido no staff da recém nascida série Dampyr, onde continuo sempre com o mesmo entusiasmo já há 15 anos.

No que se refere à Dampyr, quais são seus personagens preferidos
Nicola Genzianella: São tantos! Além dos vários protagonistas (Harlan de modo particular), têm os coadjuvantes (malvados ou não), que entraram na série, que eu também contribui, seja para caracterizar ou criar, cito Mulawa e Milius de modo particular.

Dampyr se move em vários ambientes, quando trabalha usa fotografias e documentações
Nicola Genzianella: É fundamental! A atenção aos detalhes e documentações podem fazer diferença, sobretudo numa série como Dampyr, rica de citações históricas e referimentos geográficos. Boselli e os outros autores da série me fornecem sempre muitas fotos, mas eu procuro completar com livros fotográficos e procura na internet.

Fale-nos da história "A Freira", nas bancas esse mês
Nicola Genzianella: Um dos episódios mais fascinantes de desenhar, rico de atmosferas, detalhes e ambientações muito diversas. Sem contar, se passa na Itália, como na experiência que tive anteriormente, quando a aventura se passou em Palermo, me dediquei mais para não decepcionar o atento público dampyriano.
Sua relação com as novas tecnologias aplicadas aos quadrinhos
Nicola Genzianella: Pouco a dizer. O meu trabalho ainda é totalmente "artesanal"... uso o computador e internet somente para fazer buscas. Para mim, trabalhar sobre a folha de papel e ver a página que pouco a pouco ganha "vida" é uma sensação insubstituível... e então temos concretamente um original, que é o "cartão de visitas" de seu trabalho.

Nos fale de seus projetos futuros
Nicola Genzianella: Acabei a pouco uma mini-história de Tex, que sairá a cores, acredito em novembro. Atualmente estou trabalhando em um novo episódio de Dampyr que se passará no Egito. Paralelamente, prossigo com minha experiência nos quadrinhos franceses com um novo livro para a Dupuis, no qual ainda estou trabalhando.


Publico originariamente no site: http://pqeditor.altervista.org/

segunda-feira, 29 de julho de 2013



Amanhã nas bancas italianas: Maxi Dampyr 5.


MAXI DAMPYR 5
O COLECIONADOR
Roteiro: Giovanni Di Gregorio
Argumento: Giovanni Di Gregorio
Desenhos: Corrado Roi
Capa: Enea Riboldi

Entre as nuvens eternas das Highlands Escocesas, Harlan Draka e seus companheiros enfrentam aquela que parece ser uma aventura de rotina contra um bando de não-mortos que infestam um velho castelo... Mas nada é o que parece ser... Em um caos sem aparente significado, surgem seres vindos de um pesadelo, os Noturnos, que desaparecem ao bel prazer, bonecos vodu transpassados por agulhas, esfinges que propõem enigmas, etc... E a coisa mais estranha de tudo é que os adversários não mortos resistem à luz do sol! A verdade é que, sem perceberem, Harlan, Kurjak e Tesla caem no jogo de Alel, o Colecionador, um semi-deus imortal e invulnerável que possui e administra um universo somente seu, onde é absolutamente onipotente; tem o direito da vida, morte e transformação das criaturas que lá vivem. Para destruí-lo, devem pedir ajuda a uma bela demônio e um cavaleiro medieval saído das páginas de Ludovico Ariosto...

sábado, 27 de julho de 2013


Comentário do Blog Italiano "Il Catafalco" para Maxidampyr 4:


MAXIDAMPYR 4/2012
OPERAÇÃO VIPER / GRITO DAS PROFUNDEZAS / A ESSÊNCIA DA LOUCURA
Argumento e Roteiro: Diego Cajelli
Desenhos: Marco Santucci / Giuliano Piccininno / Alessandro Baggi
Capa: Enea Riboldi

OPERAÇÃO VIPER: Harlan e Kurjak embarcam para uma missão de socorro no Caribe; devem trazer a salvo um grupo de ecologistas, que estão conduzindo um experimento na Ilha de Cayo Estrelita, em dificuldades por causa de um furacão. As vítimas desconhecem fazer parte de um experimento financiado pela Temsek, a bordo do cargueiro de resgate começam a se transformar em criaturas monstruosas que, junto a borrasca em fúria, darão trabalho aos nossos heróis.

GRITO DAS PROFUNDEZAS: Se passaram muitos anos da migração dos puritanos para a costa leste dos Estados Unidos; mas os tesouros que ficaram no fundo do mar ainda são fonte de grande interesse. Nas costas do Maine, está em curso a recuperação do Graceland, um navio que afundou no século XVII, mas a ação parece impossível: uma misteriosa entidade malvada está fazendo vítimas tanto no fundo do mar quanto entre os habitantes do vilarejo. No local, para as investigações de praxe, Harlan combaterá sozinho um exército de mortos vivos guiados por um pastor que deve encontrar a paz entre os escombros do Graceland.

A ESSÊNCIA DA LOUCURA: A história se passa no sul da França, onde Louis Blanchard, um criador de perfumes artesanais muito renomado, leva uma vida tranquila até quando um antigo segredo começa a vir a tona, na forma de aterrorizantes alucinações. No curso de séculos os Blanchard, seguindo as indicações de um demônio, criaram a essência sublime, capaz de enloquecer os homens, sacrificando jovens mulheres. Antes que seja muito tarde, Harlan e Kurjak enfrentarão as forças infernais, para que abandonem seus planos para Louis Blanchard.

Inevitável não gostar dessa edição, cujas histórias são de um dos maiores autores italianos. Operação Viper é uma história plena de ação que se passa num local restrito e claustrofóbico, que faz a ânsia do leitor aumentar a cada página. Os desenhos de Santucci se encaixam perfeitamente nas idéias do autor, com criteriosa atenção aos detalhes e dinâmica das figuras. Já a ambientação de Grito das Profundezas rende homenagem a Stephen King e, foleando a história, temos alguns indícios de detalhes retirados da grande carreira do Rei dos Calafrios.

Depois de King é a vez da história A Essência da Loucura, que caracteriza-se por uma narração que muda a todo momento, passa do presente ao passado com contínuos flashback, bem como, nos levando para outras dimensões. A fantasia de Alessandro Baggi, o levou a dedicar horas a mais nessa história, para a acertar com o argumento/roteiro tão complexos, mas o resultado final ficou fantástico.

quinta-feira, 25 de julho de 2013


SIMPLESMENTE ESTONTEANTE!
Zarema, a bela vampira... por Mauro Laurenti.

terça-feira, 23 de julho de 2013


O COMEÇO DO FIM...

As imagens abaixo, retiradas de Dampyr 157 (A Fúria de Thorke), com belíssimos traços de Nicola Genzianella, marcam o princípio do fim de Thorke... Mulawa faz uma "viagem" a Dimensão Negra, correndo riscos inimagináveis, para "testar" o perigosíssimo demônio canibal, que encontra-se fragilizado! Tudo a pedido de Harlan Draka! Foi salvo por Khaled, seu neto (Mulawa o adotou). A partir de agora um grupo de amigos de Dampyr com poderes especiais, se juntarão e vão enfrentar Thorke no seu território, para eliminá-lo!

domingo, 21 de julho de 2013


O RETORNO DE LUCA ROSSI 
Depois do sucesso no exterior, o desenhista de Verona aporta novamente nas páginas de Dampyr, ilustrando uma aventura de se "degustar" à luz da lua...

A edição 161 de Dampyr, nas bancas italianas em 3 de agosto, traz de volta um dos traços preferidos pelos leitores do caçador de vampiros bonelliano: aqueles de Luca Rossi. Depois de uma longa e bem sucedida passagem por "House of Mistery" - coleção da linha Vertigo, editada pela DC Comics - e uma passada rápida no nono Dylan Dog Color Fest. p desenhista novamente faz dupla com Mauro Boselli em uma história de atmosfera carrregada, movimentada pela presença de lobisomens. Os homens-lobos são mais assustadores, desenhados magistralmente pelos pincéis de Rossi. Encontramos o desenhista para um papo, que nos levou a conhecer mais sobre o trabalho dele em "Mal provocado pela lua"...

Como foi seu retorno às páginas de Dampyr? Quanto é diferente um argumento bonelliano (melhor dizendo, "boselliano"!) em comparação com os que encontrou no mercado dos Estados Unidos?
Depois da experiência americana, tinha vontade de retornar ao gênero puramente horror. Me encontrar com velhos personagens fazer uma nova aventura de Dampyr foi decididamente estimulante. Sinceramente, não encontrei grandes diferenças, talvez por que tive a sorte de trabalhar com autores muito detalhistas e que construíram histórias adaptadas para meu tipo de desenho. A diversidade pode ser encontrada principalmente na narrativa: os argumentos USA eram pensados para 22 páginas mensais e então a estrutura narrativa era muito rápida, com tempo de trabalho muito curto. Em Dampyr seguramente os tempos são mais dilatados, com ritmo de trabalho que permite que você demore mais sobre os desenhos e se preocupe com os detalhes.

As criaturas monstruosas são uma das suas especialidades: Sobre quais características dos monstros você gosta de apostar, para torná-los particularmente aterrorizantes? 
Os meus monstros não são muito "reais". Procuro sempre transmitir o medo através de sorrisos deformados, olhos desproporcionais, corpos em posições irreais, elementos que possam criar a sensação de desordem, mais que o próprio terror. O efeito que eu quero passar é um tipo de percepção distorcida do desenho, amplificado pelo contraste do claro/escuro.

Se divertiu com os lobisomens de "Mal provocado pela lua", então? Em que modelo dessas criaturas lendárias tomou como modelo, para chegar a sua versão? 
Me diverti muito! O lobisomem é uma criatura que sempre me fascinou e que desejava realizar nas páginas de Dampyr. Para encontrar inspiração observei as ilustrações do grande Bernie Whightson e revi filmes como: "O Homem Lobo", "Um Lobisomem Americano em Londres", "Bad Moom", "Na Companhia dos Lobos". O resultado não me parece mal... julguem vocês!

E agora? O que te espera? 
No momento estou trabalhando em um história de Tex... um Tex mais escuro que o habitual. Em seguida... vou ter que pensar nas mudanças: um dos trabalhos mais duros que existem, para homem ou desenhista que seja!


                                                                  Entrevista de responsabilidade de Luca Del Savio 

Matéria publicada originariamente no site: www.sergiobonellieditore.it

sexta-feira, 19 de julho de 2013


DAMPYR E PARDS
Desenho de autoria do novo desenhista do staff dampyriano, Daniele Statella, feito especialmente para a Riminicomix/2013. O desenhista estará no stand da SBE, onde autografará o mesmo.