domingo, 10 de novembro de 2013


Comentário do Blog italiano "Il Catafalco" para Dampyr 162:

   
O FILHO DE JOAN
Argumento e Roteiro: Mauro Boselli
Desenhos: Micheli Cropera
Capa: Enea Riboldi 

No número de setembro de Dampyr, assistimos ao nascimento de um garotinho que possui a mesma natureza híbrida de Harlan Draka.

Joan Dunne já encontra no final de sua gravidez e seu amigo Dean Barrymore providencia uma forma de escondê-la numa ilha, na Irlanda, onde será cuidada pelas três Guardiães da Lei que, muitos anos antes, cuidaram de Harlan e de sua mãe.
O fruto do amor entre Joan e o Mestre da Noite Mordha atrai a atenção do Duque Infernal Nergal que está pronto para matar a criança, se não conseguir raptá-lo para que se junte a ele, para não se transforme em um outro temível adversário.
Através de um sonho premonitório, enviado pela vampira Araxe, Dampyr vai à ilha onde, ao lado de Kurjak e das Guardiães da Lei, colocará obstáculos aos planos de Nergal e de Elle, a demônio que se transformou em sua assistente.

Este número de Dampyr não representa somente o epílogo da aventura que se iniciou no número 119 - A Amante do Vampiro -, é inegável que novas situações acontecerão no curso da série; caberá à imaginação dos autores para determinar se, este pequeno Dampyr, se revelará um precioso colaborador ou uma ameaça para o time de Harlan  Draka.
Mauro Boselli orquestrou a trama com grande perícia, distribuindo a ação e o suspense de modo que o leitor se surpreendesse simplesmente virando a página.
Os desenhos de Cropera confirmam a habilidade do desenhista, sobretudo na segunda parte da edição, onde os recifes próximos à ilha, a chuva incessante, transformam o gelado cenário da batalha entre Harlan e seus adversários.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013


TRAIDOR...
O coronel Raffer "vende novidades" a milionários excêntricos, que buscam aventuras, cansados de seus dias entediantes. Ele está prestes a mostrá-los, algo que nunca viram... um vampiro. Entre eles, o Senhor Willians, que manteve contato com Dean Barrymore, amigo londrino de Dampyr, que imediatamente repassou a informação a ele. Mas não foi uma boa idéia... na profissão do coronel, sigilo deve sempre imperar! Para ver o "produto" oferecido, os entediados milionários devem depositar cinco milhões de euros na conta dele.
Os traços são de Maurizio Dotti - último trabalho do desenhista em Dampyr (Dampyr 149).

quarta-feira, 6 de novembro de 2013


Hoje nas bancas italianas: Dampyr 164.
 


A Mestre da Noite de Berlim ressurge dos abismos!

LAMIAH VIVA
Argumento e roteiro: Mauro Boselli

Desenhos: Majo 
Capa: Enea Riboldi
Nas vísceras da capital alemã, vive um povo de excluídos... são o resultado de uma inquietante experiência genética do Terceiro Reich.  Agora encontraram uma protetora... Chamado para ajudar os amigos de Hans em uma rebelião sem esperança, Harlan e seus companheiros encontram "pão para os dentes deles": a esquecida e fascinante Lamiah, a vampira de Berlim, que está viva e em plena forma. Qual lado ela vai ficar? Com eles ou com os cruéis megalomaníacos de uma sociedade secreta?

segunda-feira, 4 de novembro de 2013


O RETORNO DE LAMIAH!
No número de Dampyr deste mês de novembro, retorna uma personagem muito amada pelos fãs do Caçador de Vampiros da Bonelli. Maurizio Colombo, autor da história, nos leva para "ver" o que aconteceu por trás dessa edição. 

Era dezembro de 2000 quando chegavas as bancas o nono número de Dampyr. Eram passados somente poucos meses da estréia da coleção, mas os caçadores de vampiros criados por Boselli e Colombo já começavam a contar com uma galeria de inimigos memoráveis. Alguns dele caminharam na linha tênue que divide a luz das sombras, ou melhor, na linha que separa o mal do mal absoluto.

Era nesse espaço, indefinível espaço, que se movia uma sinuosa figura feminina, uma fascinante vampira melhor conhecida como Lamiah! Em novembro de 2013, novamente visualida pelas tintas carregadas de fascínio e atmosfera de Majo, a encantadora sugadora de sangue de Berlim retorna a cena, para um prosseguimento daquela primeira aventura, novamente escrita por Maurizio Colombo (que vemos na foto abaixo). Este retorno de Colombo estava já há muito sendo aguardado pelos fãs de Dampyr e então aproveitamos para entrevistar o autor da história.
 
Nas últimas páginas de "Lamiah", a bela vampira preferiu jogar-se no abismo, a render-se a Harlan. Nas suas últimas, no entanto, não faltaram a promessa de um retorno. Porque esperar tanto tempo para Lamiah reparecer? 
Antes de mais nada, deve saber que, nas minhas intenções iniciais, Lamiah morreria ao final da história. Como é o caso quando se tem nas mãos um grande personagem, no entanto, enquanto eu escrevia percebi que esta vampira era uma bela personagem. Gostei muito e, de qualquer modo, era a mesma Lamiah a ditar-me as suas ações. Em seguida, escrevendo a conclusão da história, optei por um final em aberto, sem revelar o que aconteceu no fundo do abismo. Relutei muito em concretizar uma sequência para essa história, seja porque não estava mais escrevendo, seja porque estava à procura de uma boa idéia, que me satisfizesse e que fizesse justiça com uma personagem que os leitores demonstraram amar. 
Foi difícil voltar a trabalhar com Lamiah depois de tantos anos? 
Escrever o seguimento de uma bela história é pouco como "encarar" novamente o exame para tirar a carteira de motorista... É claro que não faltou tensão. Uma vez tendo a idéia, e, uma vez começado a escrever, entre eu e Lamiah recriou-se o "clima"... entramos imediatamente em consonância, parecia que tínhamos saído na noite anterior... Mais do que aparecer uma boa idéia, ela deve aparecer no momento certo. Fazer uma personagem por fazer era um idéia que não me agradava, então criei um novo cenário, uma nova dimensão subterrânea, que me permitiu também revelar lados inéditos do caráter dela.
Nos encontramos de novo em Berlim...
Sim, sim, Berlim superfície e Berlim subterrânea! Me agrada muito as ambientações subterrâneas, as coloco sempre que nas minhas histórias, basta surgir uma oportunidade. Nos subterrâneos reinam as sombras e com um desenhista como Majo à disposição, não podia não aproveitar. Creio que ele também se divertiu, entre as grutas, tuneis do metrô, subterrâneos, estalactites e estalaguimites, que o permitiu criar ambientações de grande fascínio e atmosfera. 

Na história precedente, além de um fragmento do passado de Tesla, nos contou as origens de Lamiah. Também dessa vez podemos esperar flashbacks "encorpados"? 
O passado de Lamiah eu já contei no número 9 de Dampyr, aqui estou focado no seu presente e na nova situação em que se encontra. Agora está sozinha, não deve mais confrontar-se com Mestres da Noite inimigos, que a queriam morta e pode seguir seu caminho. A respeito das últimas frases que pronunciou antes de jogar-se no abismo ("... formarei um novo bando. Um bando de verdade..."), a sua perspectiva mudou um pouco. Ela encontrou rejeitados, no subsolo, e se uniu a eles, tomando parte na luta deles que acontece na superfície, em um bairro dominado por empresários que pertencem a uma sociedade secreta misteriosa...
E agora? Voltou a escrever com regularidade? Quanto te veremos novamente em ação? 
Seguramente foi cansativo voltar a ação, tinha que encontrar o momento certo... Atualmente tenho trabalhado em dois Zagor, e tenho também em mente uma idéia para uma história breve de Tex que terei o prazer de propor. Já estou trabalhando uma outra história de Dampyr, uma homenagem ao "Corredor do medo" de Samuel Fuller, com personagens inspirados naqueles do escritor de horror Jack Ketchum. Título desse trabalho? "A clínica do doutor Treviranus". Treviranus é um nome belíssimo: o usei em homenagem a um personagem de "A morte e a bússola", uma história de Jorge Luís Borges.

Entrevista concedida a Luca Del Savio
Matéria publicada originariamente no site: www.serbiobonellieditore.it

sábado, 2 de novembro de 2013


INÍCIO DAMPYR ESPECIAL 2012
HORROR ENTRE OS AMISH
Diego Cajelli leva Harlan e Kurjak à Pensilvânia, para investigar estranhos acontecimentos numa comunidade Amish. Dois jovens da comunidade estão no Rumspringen... que é momento quando os jovens da comunidade podem sair dela, e, experimentar tudo o que o mundo exterior pode oferecer. Ao final desse período eles decidem: ou voltam à comunidade e seguem suas leis ou ficam no mundo exterior. Mas os jovens acabam sendo acusados de um assassinato... tudo influenciado por um Mestre da Noite! Nos Estados Unidos os nossos contarão com a ajuda de Mervin Graber que é um Amish que não voltou para sua comunidade e entrou para polícia da Pensilvânia. O Mestre da Noite criou uma comunidade em mundo paralelo com acesso ao nosso mundo e Dampyr vai descobrir um jovem não morto, com poderes especiais e que seu pai está por trás de muita coisa!

Os desenhos são de Luca Raimondo.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013


SANTUCCI E PIAZZALUNGA NA LUCCA COMICS/2013
Marco Santucci e Patrick Piazzalunga estão hoje no stand da Sergio Bonelli Editore, para autografarem o desenho abaixo.

terça-feira, 29 de outubro de 2013


O DAMPYR ASSINADO POR BACILIERI (E BOSELLI)

Está nas bancas o nono Dampyr Especial - "Os Estudantes da Escola Negra", escrito por Mauro Boselli e desenhado por Paolo Bacilieri. "Um conto bizarro" como o descreve, o site da Sergio Bonelli Editore. Especial e bizarro: duas palavras mais apropriadas, quando se trata de uma edição assinada por Bacilieri. Um dos desenhistas de ponta da Bonelli, que oferece uma elevada dose de excentricidade gráfica ao estilo das séries tradicionais italianas.

Ausente de uma série regular desde os tempos de Napoleone, e depois as colaborações na mini-série Jan Dix e no romance em quadrinhos - No Planeta Perdido, Bacilieri torna a desenhar uma edição bonelliana com texto do co-criador da série, Boselli. Deste agradável retorno - algumas páginas abaixo, inéditas e exclusivas - falamos rapidamente com o desenhista de Verona.

"Eu nunca pensei em desenhar um Dampyr. E por incrível que pareça, para minha grande surpresa, um dia, Mauro Boselli, me perguntou se eu poderia fazer um Especial. Fui advertido na redação: "Trabalhar com Mauro não será um passeio, você verá! Foi tudo tranquilo. De fato, foi muito agradável trabalharmos juntos. Acredito que houve uma sintonia fina, me deu autonomia, além do esperado. Do resto, gosto muito das suas histórias bonellianas "sólidas como colunas de pedras" (ele é uma das colunas da editora, não por acaso). Essa que desenhei se passa em uma Islândia - uma medieval e uma atual - evocativa, densa de elementos de horror, com aventuras, mitologia... Mauro, é um escritor preciso e uma pessoa culta, me ajudou dando-me uma grande quantidade de material relacionado. E o meu amigo Enea Riboldi desenhou uma capa fantásica!"

A propósito de sua colaboração com a Bonelli, Bacilieri acrescentou:

"De desenhista Bonelli regular - como me orgulho de ser, mesmo que ninguém acredite - simplesmente me coloco a serviço do personagem e da história. Penso que fazer esse tipo de quadrinhos seja um raro privilégio. Não acredito que sejam muitos os editores, no mundo, que te permitam fazer um quadrinho longo de aventura em preto e branco. Talvez no Japão. Adoro o preto e branco, prefiro ao colorido. E a propósito do preto e branco, talvez a principal dificuldade com Dampyr tenha sido... o preto. Tendencialmente, o meu desenho se coloca numa zona "linha clara sobre um fundo cinza". Nessa história, trabalhei os pincéis, de modo a obter um preto denso e compacto."
Matéria publicada originariamente no site: www.fumettologica.it